POLÍTICA NACIONAL
Senado ganha prêmio de jornalismo de dados com mapa sobre violência de gênero
O Mapa Nacional da Violência de Gênero conquistou o primeiro lugar da categoria Dados Abertos do Prêmio Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados. A cerimônia de premiação aconteceu no início do mês.
Esse mapa é uma plataforma pública e unificada de dados e indicadores sobre violência contra as mulheres e meninas no Brasil. Foi criado por meio da parceria entre o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto DataSenado, a organização não governamental Gênero e Número e o Instituto Avon.
DataSenado
O prêmio foi recebido no mês em que são comemorados os 20 anos Instituto DataSenado (criado em dezembro de 2004). A primeira pesquisa de opinião produzida pelo instituto já abordava o tema da violência contra as mulheres, visando auxiliar os parlamentares discutiam o projeto que acabou se tornando a Lei Maria da Penha.
— As entregas para os parlamentares são uma faceta do nosso trabalho. A outra é entregar esses dados para a sociedade. No momento em que fazemos isso, com o rigor científico que temos, embasamos o debate. Além das pesquisas, vamos atrás de dados secundários para cruzar com a pesquisa e qualificá-la — afirma Elga Lopes, diretora da Secretaria de Transparência do Senado, à qual o DataSenado está vinculado.
Na sessão plenária desta terça-feira (17), a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB) elogiou o trabalho do DataSenado em suas duas décadas de existência. Ela destacou a confiabilidade das pesquisas feitas pelo instituto, e apontou sua relevância “não só como instrumento de apoio para senadores e senadoras”, mas também para a imprensa, o meio acadêmico e a sociedade como um todo, “que necessitam de estatísticas e pesquisas”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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