POLÍTICA NACIONAL
Senado aprova Vivian Sanmartin para chefiar embaixada brasileira no Camboja
O Plenário do Senado aprovou a indicação da diplomata Vivian Loss Sanmartin para chefiar a embaixada brasileira no Reino do Camboja. A indicação (MSF 19/2025), relatada pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), foi aprovada com 43 votos a favor, um contrário e uma abstenção. A nomeação será efetivada pelo Poder Executivo.
A diplomata será a primeira embaixadora brasileira no Camboja. Antes, a representação no país ficava a cargo da embaixada brasileira na Tailândia. Vivian Sanmartin ingressou na diplomacia em 1994 e é a atual embaixadora brasileira na Namíbia (desde 2022) e também já chefiou a embaixada em Camarões (2018-2022). Antes disso, teve atuação nas representações brasileiras na Rússia, no Paraguai, na Argentina e na Áustria.
Durante sua sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), em maio, a diplomata explicou que o Reino do Camboja conquistou independência da França em 1953, passou por guerra civil a partir do final dos anos 1960 e, entre 1975 e 1979, “foi palco do regime de terror protagonizado pelo grupo comunista de inspiração maoista Khmer Vermelho”. Desde 1993 está no poder o Partido do Povo Cambojano. Atualmente, o chefe do governo é Hun Manet, que sucedeu ao pai, Hun Sen, primeiro-ministro por 38 anos.
Comércio
A diplomata disse ainda que a Embaixada Brasileira na capital Phnom Penh foi anunciada em 2023. No ano seguinte foi aberta a embaixada do Camboja em Brasília, a primeira na América do Sul. O fluxo comercial total atingiu US$ 125 milhões em 2024.
— Em minha gestão, uma das prioridades será estabelecer contatos com os principais representantes do meio empresarial cambojano, das câmaras de comércio locais, de forma a poder identificar oportunidades para aumento e diversificação da nossa pauta de exportações para o Camboja — afirmou Sanmartin.
Brasileiros residentes
Ela informou que, atualmente, cerca de 20 brasileiros vivem no Camboja. A embaixada terá que acompanhar a questão de brasileiros que têm sido vítimas de tráfico humano e condições de trabalho aviltantes no país. Nove brasileiros vítimas desse esquema, contratados para trabalhar em centros de crime cibernético, foram repatriados entre 2022 e 2023, lembrou a diplomata.
— A existência de uma embaixada residente facilitará a prestação de assistência consular a eventuais novas vítimas desse esquema — disse a diplomata na sabatina.
Ela também prometeu estreitar as relações culturais, divulgando o Brasil e a cultura brasileira, e disse que vai organizar uma mostra de cinema brasileiro no Camboja.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Hermes Klann defende renegociação de dívidas rurais
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Hermes Klann (PL-SC) defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 5.122/2023), que cria mecanismos para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. Segundo o parlamentar, o aumento dos custos de produção, a restrição de crédito e as perdas sucessivas de safra colocaram produtores e cooperativas em situação de forte pressão financeira.
O senador afirmou que o projeto prevê o uso do Fundo Social para viabilizar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de débitos da atividade rural. Ele destacou que a proposta estabelece condições emergenciais de crédito e critérios para comprovação de perdas climáticas, além de permitir a inclusão de operações contratadas até dezembro de 2025.
— Trata-se de um instrumento de recuperação econômica essencial para evitar o abandono da atividade produtiva, preservar empregos e reduzir os impactos da crise no setor rural. Destaco a ampliação para contemplar operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, o que é essencial diante da continuidade da crise no campo, com perdas sucessivas, aumentos de custos e restrição de crédito que seguem afetando os produtores — disse.
O parlamentar afirmou que a crise financeira no campo ultrapassa o impacto individual sobre produtores e afeta diretamente economias locais, cooperativas, empregos e arrecadação municipal. Hermes Klann também defendeu que o crédito rural seja tratado como política pública estratégica para segurança alimentar e desenvolvimento regional.
— O produtor investe antes de receber, assume riscos antes de colher, emprega antes de vender, movimenta a economia antes de ter qualquer garantia de retorno. É por isso que o crédito rural não pode ser tratado como simples operação bancária. Ele é parte da política pública de abastecimento, de desenvolvimento regional e de segurança alimentar.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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