POLÍTICA NACIONAL

Relator diz que PEC da Segurança Pública abre debate sobre o papel da União e dos estados; assista

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O relator da proposta de emenda à Constiuição que reformula a segurança pública (PEC 18/25), deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que a proposta sozinha não resolverá os problemas da violência no Brasil, mas tem o mérito de abrir o debate sobre o papel da União, dos estados e das forças de segurança.

Em entrevista ao Me Conta+, videocast das redes sociais da Câmara dos Deputados, ele disse que a crise na segurança é resultado da ausência do Estado em regiões dominadas pelo crime organizado.

Algumas pesquisas citadas pelo relator afirmam que 25% da população brasileira vive sob influência de facções. “O Rio de Janeiro é a face mais visível e talvez a mais negativa desse quadro geral”, exemplificou.

Para o parlamentar, o enfrentamento da criminalidade precisa ser feito em várias frentes — com presença do poder público, fortalecimento das polícias e ações sociais que reduzam a vulnerabilidade da população.

Combate descentralizado
Mendonça Filho defendeu que o combate ao crime seja descentralizado, com protagonismo dos estados e atuação coordenada da União.

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Ele criticou a ideia de concentrar em Brasília o comando da política de segurança e citou experiências de países onde o sistema é descentralizado, como Estados Unidos e Alemanha.

“Não dá para Brasília comandar o combate à violência no Acre, no Amapá, no Rio Grande do Sul”, criticou, ressaltando a autonomia dos estados.

Propostas do relator
O relator também propõe medidas práticas para melhorar a integração entre as forças, como:

  • o compartilhamento de bancos de dados,
  • a autorização para policiais militares e rodoviários federais lavrarem termos de ocorrência de crimes leves, e
  • o recrudescimento de penas para crimes hediondos, sem direito à progressão.

Sistema carcerário
Mendonça Filho cita o modelo de gestão de Goiás como exemplo de sistema prisional eficiente e cobra mais disciplina e recursos nas penitenciárias.

Para isso, o deputado defende reforço no Fundo Nacional de Segurança Pública, que representa menos de 1% do investimento total no setor, e quer que parte dos bens apreendidos de organizações criminosas vá diretamente para esse fundo.

O relator acredita que o governo federal deve focar em crimes interestaduais e internacionais — como tráfico de drogas e armas — e trabalhar em cooperação com estados e municípios.

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Votação do parecer
Mendonça Filho adiantou que durante este mês a comissão especial que analisa a PEC da Segurança fará novas audiências públicas.

O relatório deve ser entregue até o dia 4 de dezembro. “Esse é meu compromisso com o presidente [da Câmara dos Deputados] Hugo [Motta]]”, reforçou. “Nosso relatório será ousado, será firme e bastante consistente.”

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação

O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.

O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.

Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.

Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.

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Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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