POLÍTICA NACIONAL
Projeto prevê incentivo para profissionais que atuam na vacinação
O Projeto de Lei 422/25, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), prevê a criação de incentivos aos profissionais de enfermagem do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam em salas de vacinação.
Conforme a proposta, em análise na Câmara dos Deputados, a União, os estados e os municípios poderão estabelecer vantagens, auxílios e gratificações, a fim de valorizar esses profissionais.
No caso dos trabalhadores do setor privado, o projeto estabelece que as vantagens poderão ser estabelecidas por meio de negociação coletiva.
Geraldo Resende argumenta que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem são responsáveis pela administração das doses, pela orientação dos pacientes e pelo registro correto das vacinas administradas, além do monitoramento de possíveis reações, mas muitas vezes trabalham em condições adversas e com recursos limitados.
“A concessão de incentivos servirá como reconhecimento do valor desses profissionais e contribuirá para a retenção de talentos na área de vacinação, o que tenderá a assegurar a qualidade dos serviços prestados à população”, afirma o parlamentar.
Ele diz ainda que a valorização dos enfermeiros poderá resultar em maior eficiência e efetividade das campanhas de vacinação.
O texto acrescenta a medida à Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da enfermagem.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Após 90 dias de restrição, Flávio Bolsonaro volta a visitar o pai por autorização de Moraes
Ministro do Supremo liberou o contato entre o candidato à Presidência e Jair Bolsonaro, mas proibiu o uso dos encontros para atividades político-eleitorais
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta terça-feira (13), em Brasília. O encontro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a retomada das visitas, que estavam proibidas desde julho.
Flávio chegou por volta das 9h40 ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, na região do Jardim Botânico, na capital federal. Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde a imposição da restrição judicial, que durou 90 dias.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
A autorização foi concedida por Moraes na segunda-feira (12), após o encerramento do prazo de proibição, no domingo (11). Apesar da liberação, o ministro estabeleceu condições para impedir que os encontros sejam utilizados como instrumento de campanha eleitoral.
Na decisão, Moraes determinou que as visitas não poderão ter “finalidade político-eleitoral” e manteve a proibição de divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente.
Visitas seguem regras e horários definidos pela Justiça
A decisão preserva as restrições de horário impostas a Jair Bolsonaro desde a concessão da prisão domiciliar.
Os filhos poderão visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, nos períodos estabelecidos para visitas em unidades prisionais.
No caso de Flávio, existe ainda a possibilidade de encontros durante os dias úteis, uma vez que o senador está cadastrado como advogado do pai. Nessa condição, as visitas podem durar até 30 minutos.
A liberação ocorre durante a campanha presidencial, a menos de duas semanas do segundo turno. Flávio já manifestou publicamente o desejo de subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai caso vença a eleição.
Entretanto, a determinação do STF impede que as visitas sejam utilizadas para manifestações eleitorais ou para a divulgação de posicionamentos políticos de Jair Bolsonaro.
Carta divulgada nas redes motivou restrição
A proibição anterior havia sido determinada em julho, depois que Flávio Bolsonaro divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
No documento, Jair Bolsonaro apresentava o filho como seu “porta-voz” e o apontava como a melhor opção para o país.
Na avaliação de Alexandre de Moraes, a divulgação representou desvio de finalidade do direito de visita e descumprimento das restrições que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Diante do episódio, o ministro suspendeu por 90 dias os encontros entre pai e filho.
Com o término do prazo, Moraes autorizou a retomada do contato familiar, mas manteve as limitações relacionadas à atividade política.
Assim, Flávio Bolsonaro poderá continuar visitando o pai dentro das condições estabelecidas pela Justiça, desde que os encontros não sejam utilizados para fins eleitorais ou para transmitir manifestações públicas do ex-presidente.
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