POLÍTICA NACIONAL

Projeto de apoio a cuidadores de pessoas com deficiência avança no Senado

Publicados

em

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (14) o projeto de lei que cria o Programa Cuidando de Quem Cuida. O objetivo da proposta é oferecer orientação e apoio a mães, pais e responsáveis legais “atípicos”.

Esse projeto (PL 1.179/2024), do senador Romário (PL-RJ), recebeu parecer favorável — na forma de um substitutivo — da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e segue agora para análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O texto define que o pai, a mãe ou o responsável legal “atípico” é a pessoa responsável pela criação de filhos ou dependentes com deficiência, doença rara, dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem.

O programa

De acordo com a proposta, o objetivo do Programa Cuidando de Quem Cuida é melhorar a qualidade de vida desses pais ou responsáveis — nas dimensões emocional, física, cultural, social, familiar e econômica — com serviços psicológicos, terapêuticos e assistenciais, além de estimular a ampliação de políticas públicas adequadas na rede de atenção primária de saúde.

O projeto também prevê ações voltadas ao bem-estar e ao autocuidado dos beneficiários e familiares, além de ações complementares de suporte para o filho ou dependente (quando o responsável legal precisar realizar exames ou consultas).

Leia Também:  Debatedores na CE condenam avaliações sobre o agronegócio em livros didáticos

Entre as diretrizes que orientam o programa estão o fortalecimento da rede de apoio de pais e mães atípicos; a realização de debates, encontros e rodas de conversa sobre paternidade e maternidade atípicas; e o incentivo à informação e à sensibilização da sociedade sobre o tema.

Segundo o texto, as estratégias a serem utilizados pelo programa deverão buscar a atenção integral para mães atípicas nas áreas de saúde, educação, trabalho, assistência social, acesso à renda e habitação. Poderão ser criados centros especializados, serviços em domicílio e serviços de acolhimento, além de estudos sociodemográficos para identificação de necessidades e obstáculos desse segmento populacional.

Quando apresentou o projeto, Romário informou (no trecho quem apresenta a justificativa para a proposta) que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou lei similar recentemente, e argumentou que o Congresso Nacional precisa avançar nesse tema, oferecendo uma lei federal que ofereça esse apoio.

Rotina exaustiva

Em seu parecer sobre a matéria, Mara Gabrilli destacou que a rotina de pais, mães ou responsáveis por pessoas com deficiências ou doenças raras é exaustiva, pois costuma incluir tratamentos complexos e multidisciplinares que demandam tempo, atenção e dedicação constantes.

Leia Também:  Ampliação do número de pediatras no SUS está na pauta da CAE

Segundo ela, estudos apontam que o nível de estresse vivenciado por mães de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é comparável ao estresse crônico observado em soldados em combate. 

— Esse é um projeto que diz respeito a todo cidadão brasileiro. Todo dia tem alguém que precisa ser cuidado. E um dia esse alguém pode ser a gente —  disse a senadora ao comemorar a aprovação da matéria na CDH.

Inicialmente, o projeto apresentado por Romário se destinava apenas às mães atípicas. Porém, o substitutivo apresentado por Mara ampliou a abrangência do programa, incluindo também pais atípicos e responsáveis legais atípicos, “com o objetivo de superar a ideia de que o cuidado é uma atividade exclusivamente feminina”.

Além disso, Mara acrescentou no programa o apoio pós-parto, que deve incluir acolhimento, inclusão, esclarecimentos e orientações necessárias sobre a condição da criança e suas especificidades imediatamente após o nascimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

Publicados

em

Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3% acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. 

Leia Também:  Estudo de consultor de Orçamento da Câmara indica medidas para ajuste fiscal

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA