POLÍTICA NACIONAL

Pontes defende impeachment de Moraes e anistia para envolvidos no 8/1

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (27), o senador Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que o país enfrenta um cenário de injustiças e perseguições políticas. Ele criticou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e as condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pessoas que participaram dos atos antidemocráticos  do 8 de janeiro de 2023. Para o senador, as penas aplicadas são desproporcionais. Ele comparou a situação com casos de anistia, segundo ele, concedida no passado a criminosos. Para o parlamentar, o tratamento é desigual e precisa ser revisto pelo Estado brasileiro.

— Eu quero ver como o Estado vai compensar essas pessoas, porque lá atrás, em questão de anistia, criminosos foram anistiados. Criminosos que mataram, sequestraram, fizeram todo tipo de barbaridade foram anistiados, e ainda o país fica pagando como se tivesse uma dívida com essas pessoas. Nós temos dívida com essas pessoas que foram injustamente acusadas e estão pagando ali uma pena desproporcional — disse.

Segundo ele, a forma como os processos vêm sendo conduzidos pelo STF gera medo na população e enfraquece o papel das instituições democráticas. O senador defendeu o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado.

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— Nós precisamos viver uma democracia de verdade e, para isso, cada um de nós tem uma responsabilidade de representar sem medo, de fazer o que precisa ser feito, doa a quem doer. Pode ser ministro do STF, pode ser o presidente da Casa, pode ser quem for. Nós precisamos defender a população brasileira, e é isso que nós vamos fazer aqui — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.

A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).

O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.

Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.

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“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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