POLÍTICA NACIONAL

Plenário vota liberação a servidores de pagamentos congelados na pandemia

O Plenário deverá votar nesta quarta-feira (10) projeto que autoriza os estados, Distrito Federal e municípios a pagar retroativamente direitos remuneratórios congelados dos servidores relacionados ao tempo de serviço durante a pandemia de covid-19.

O projeto trata de benefícios como anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte e licença-prêmio a servidores públicos. Os pagamentos referem-se ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. Os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública devido à pandemia da covid-19 e possua orçamento disponível.

O projeto de lei complementar (PLP) 143/2020 muda a Lei Complementar 173, de 2020. A norma vinculava o recebimento de recursos federais para enfrentamento da pandemia ao congelamento de aumentos salariais até 31 de dezembro de 2021. Durante esse período, portanto, não puderam ser aplicados reajustes ou criados cargos e realizados concursos públicos.

O projeto foi apresentado pela então deputada e hoje senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O texto já foi aprovado na Câmara em 26 de agosto e agora aguarda decisão do Senado.

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Auxílio jurídico

Na mesma sessão, deverá ser apreciado o projeto de decreto legislativo (PDL) 332/2025, que aprova o texto do Tratado entre Brasil e Austrália sobre Auxílio Jurídico Mútuo em Matéria Penal, assinado em 2014. A proposta teve parecer favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto incorpora ao ordenamento jurídico brasileiro acordo internacional que viabiliza a cooperação entre os dois países na investigação, persecução e repressão de crimes. O tratado contempla medidas como coleta de provas e depoimentos, fornecimento de documentos, localização de pessoas e bens, realização de buscas e apreensões, bloqueio e repatriação de ativos ilícitos, entre outras formas de assistência.

Gestão fiscal

Na pauta consta ainda o projeto de resolução (PRS) 56/2025 que autoriza o estado do Ceará a contratar empréstimo de até US$ 80 milhões no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será utilizado para o financiamento parcial do Programa de Modernização da Gestão Fiscal (Profisco III), de âmbito estadual.

Acumulação de cargo

Também deverá ser realizada a segunda sessão de discussão, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 169/2019, para permitir a acumulação remunerada de um cargo de professor com outro de qualquer natureza. A proposta foi apresentada pelo deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM).

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Com Agência Câmara  

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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