POLÍTICA NACIONAL

Parlamentares do BRICS defendem multilateralismo e mudança estrutural na ONU

Parlamentares de países do BRICS defenderam nesta quinta-feira (5) a necessidade de mudança na governança global, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança, com ênfase no multilateralismo. Eles participaram do 11º Fórum Parlamentar do BRICS, em Brasília.

“A estrutura de governança da ONU, que completa 80 anos em 2025, não mais reflete a importância, a influência e as aspirações dos países da América Latina, Ásia e África”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que coordenou o debate sobre o tema “Parlamentos do BRICS unidos pela reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança”.

Para Alcolumbre, a recente expansão do BRICS – que começou com quatro países e hoje já conta com 11 – demonstra o crescente interesse das nações do Sul Global por uma nova ordem multipolar.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Mohammad Bagher Ghalibaf
Mohammad Bagher Ghalibaf: estruturas existentes se mostraram ineficazes

Grupo de trabalho
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, também apontou a necessidade de mudança na governança mundial. Ele afirmou que a ordem atual, centrada em poucas potências, não atende mais às necessidades do mundo. “As estruturas existentes se mostraram ineficazes e, em muitos casos, contribuíram para as crises”, disse Ghalibaf.

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O representante iraniano destacou o conflito palestino-israelense como evidência da falência das instituições globais. Ghalibaf propôs a criação de um grupo de trabalho do BRICS para examinar os caminhos da reforma do sistema multilateral global e desenvolver recomendações práticas.

Nova realidade
O senador russo Grigory Karasin também centrou parte do seu discurso na defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU, que deve se adaptar à realidade multipolar global. Karasin criticou ainda o Ocidente por reinterpretar as normas internacionais em proveito próprio.

O presidente da Câmara Baixa de Belarus, Sergei Rachkov, observou que o cenário geopolítico mundial está em franca transformação, com os defensores da ordem unipolar tentando manter a hegemonia. Para ele, a transição de um “modelo unipolar, centrado no Ocidente, para um mundo multipolar, é inevitável”.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Ana María Mari Machado
Ana María Mari Machado defendeu o multilateralismo

A vice-presidente da Assembleia Nacional cubana, deputada Ana María Mari Machado, disse que os Parlamentos do BRICS estão em posição de apoiar a reconstrução da uma nova arquitetura mundial para melhor representar os países, grandes ou pequenos. “A forma de garantir a coexistência pacífica, preservar a paz e a segurança internacional é a defesa do multilateralismo”, concluiu Machado.

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Reportagem – Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Criminalização do exercício ilegal da medicina veterinária vai a Plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (13) projeto que tipifica como crime o exercício ilegal da medicina veterinária. O texto atualiza a legislação penal e dá tratamento equivalente ao já previsto para outras profissões da área da saúde. Foi aprovada urgência para análise em Plenário.

O PL 4.560/2025, do ex-deputado Guilherme Campos, inclui expressamente a medicina veterinária no crime de exercício ilegal de profissão, equiparando-a às atividades de médico, dentista e farmacêutico já citadas na legislação. O projeto recebeu parecer favorável do senador Sergio Moro (PL-PR).

Crime

Atualmente, o artigo 282 do Código Penal estabelece que o exercício ilegal das profissões de médico, dentista ou farmacêutico, gera pena de detenção, de seis meses a dois anos. Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.

De acordo com o texto, comete o crime quem exercer, mesmo gratuitamente, a profissão de médico-veterinário sem autorização legal ou além dos limites permitidos, com pena de detenção de seis meses a dois anos. Se causar morte de animal, há detenção de três meses a um ano (maus tratos a animal), acrescida de um sexto a um terço da pena pela morte de animal. Essas penas foram estabelecidas com base na Lei dos Crimes Ambientais.

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A proposta também enquadra nessa conduta quem atuar durante período de suspensão ou depois do cancelamento da habilitação ou do registro profissional e reorganiza a redação atual do dispositivo para abrir espaço às novas hipóteses de responsabilização.

No parecer, Moro apresentou uma emenda de redação para acrescentar a palavra “também” nos trechos que tratam desses resultados mais graves. Segundo ele, o ajuste deixa claro que a punição por lesão grave, morte de pessoa ou lesão ou morte de animal não substitui a pena do crime básico de exercício ilegal da profissão, mas se soma a ela.

— O exercício ilegal da medicina veterinária pode gerar riscos significativos à saúde pública, especialmente no controle de zoonoses, na inspeção sanitária e no manejo de animais. Além disso, a ausência de previsão expressa no tipo penal pode dificultar a responsabilização de condutas lesivas, razão pela qual a proposição contribui para o fortalecimento da proteção jurídica tanto da coletividade quanto dos animais — disse o relator.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) também reforçou que a medicina veterinária tem que ser exercida por profissionais da área, ao lembrar que em Santa Catarina o gado é livre de aftosa, sem vacinação, por conta do trabalho exercido pelos veterinários.

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O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que o projeto valoriza os veterinários.

— [O projeto] não permite que aqueles que não tenham conhecimento da ciência, do tratamento, possam utilizar-se [da profissão] e prejudicar inclusive os animais, e não ter o controle de doenças tão importantes para a saúde animal e para o desenvolvimento econômico do país, no caso do agronegócio — afirmou Otto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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