POLÍTICA NACIONAL

Para manter jovens no campo, CRA aprova programa e crédito para agricultores

Publicados

em

Em 2017, a média de idade dos agricultores era de 55 anos. Para incentivar a permanência de jovens no campo e reduzir esse número, o país pode passar a contar com  Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural. Projeto com esse objetivo foi aprovado nesta quarta-feira (27) pela Comissão de Agricultura (CRA). Se não houver recurso para votação em Plenário, o PL 5.587/2023 será encaminhado para a Câmara dos Deputados.

A proposta é um texto alternativo da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) ao projeto original da senadora Jussara Lima (PSD-PI) e prevê, entre outros pontos, linhas de crédito específicas para agricultores com idade até 29 anos. 

Pelo PL 5587/2023, a nova política visa “integrar e articular políticas, programas e ações para a promoção da sucessão rural e a garantia dos direitos das juventudes do campo, das florestas e das águas”.

De acordo com o texto, a juventude rural é composta por jovens agricultores com idade entre 15 e 29 anos e sucessão significa a “dinâmica social de sucessão intergeracional entre os componentes do estabelecimento rural da agricultura familiar”.

Entre as diretrizes da nova política estão a garantia dos direitos sociais e de acesso a serviços públicos e a garantia às atividades produtivas para geração de renda e desenvolvimento sustentável e solidário. Também deverão ser privilegiados o estímulo ao desenvolvimento técnico e profissional; o fortalecimento das redes da juventude rural; a valorização das identidades e das diversidades individuais e coletivas; e a atuação transparente, democrática, participativa e integrada.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que impede uso do princípio da insignificância em crimes contra mulher

Jussara apresentou dados do IBGE segundo os quais a média de idade dos agricultores brasileiros em 2017 era 55 anos, o que aponta para o envelhecimento dessa população.

“Essa questão torna-se ainda mais complexa quando consideramos que muitos jovens, especialmente aqueles nascidos em comunidades rurais, estão optando por deixar suas raízes em busca de oportunidades nas áreas urbanas”, afirma.

Para Dorinha, o projeto pode “contribuir para a melhoria do processo de sucessão no âmbito dos empreendimentos familiares rurais, bem como para tornar o trabalho no campo mais atrativo para os jovens agricultores”.

Objetivos

Com relação aos objetivos, o texto define que a política deve visar o fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia, o planejamento da transferência da propriedade rural e a continuidade de práticas tradicionais de produção e cultivo. Do ponto de vista financeiro, a medida deverá promover o acesso ao crédito rural, inclusive fundiário e habitacional, conjugado com assistência técnica e extensão rural e com instrumentos voltados à comercialização agrícola. Também terá de fomentar o uso de redutores de risco, como seguro rural e fundo de aval.

No que diz respeito às parcerias, a execução da nova política terá que apoiar a criação de cooperativas e associações de jovens agricultores e estabelecer parcerias para a oferta de cursos técnicos e treinamentos. Outra obrigação será a de promover o acesso à internet e às tecnologias da informação e comunicação. Por fim, deverá ser garantida a “presença da juventude rural nos espaços de negociação e debate, instâncias de controle e representação social e popular, que forem instituídas para elaborar, implementar e monitorar a execução das ações previstas nesta Política”.

Leia Também:  Plenário autoriza operação de crédito de US$ 1 bi para programa Eco Invest Brasil

Financiamento

Dorinha acrescentou a permissão de criação de linhas de crédito específicas para apoio aos jovens agricultores dentro dos Programas Nacionais de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de Crédito Fundiário – Fundo de Terras e da Reforma Agrária; dos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO); e com recursos do Orçamento-Geral da União.

Segundo a proposta, a política será executada pela União em regime de cooperação, por adesão, com estados e municípios, com consórcios públicos, organizações da sociedade civil e entidades privadas. Poderão ser firmados convênios, acordos de cooperação, ajustes ou outros instrumentos. O texto da relatora também define que a formulação e execução da política deve ocorrer em articulação com políticas voltadas para a reforma agrária e com o Pronaf.

Por fim, Dorinha alterou o início da vigência da lei, caso aprovada, que no texto original seria de 90 dias após a publicação, para vigência imediata, no dia da publicação da nova norma.

O parecer foi lido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Davi Alcolumbre acerta prioridades do Congresso em reunião com Lula e Motta

Publicados

em

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se nesta quarta-feira (26) no Palácio da Alvorada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. No encontro, ficou acertada a lista de matérias que serão prioridade no Congresso Nacional nos próximos dias.

Essas matérias são o fim da escala 6 x 1 (PEC 221/2019); a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025); a MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas (MP 1.357/2026); o Marco Legal dos Minerais Críticos (PL 2.780/2024); e a criação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata (PL 278/2026).

Davi elogiou a pauta da reunião e disse que o encontro permitiu o acerto de agendas importantes para o país.

— A relação construída entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional tem dado muitos frutos positivos ao povo brasileiro — afirmou.

O presidente do Senado anunciou que as matérias estarão na pauta da semana de 31 de agosto a 4 de setembro, em que ele já havia previsto um esforço concentrado.

— Uma coisa eu posso garantir: nós vamos deliberar essas matérias na semana do esforço concentrado, pois será a última semana [de votação] que teremos antes das eleições — explicou.

Escala 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

Leia Também:  Comissão aprova permissão para horta comunitária em terrenos da União

Na última sexta-feira (21), Davi despachou a matéria para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o relator é o senador Omar Aziz (PSD-AM). Segundo Davi, o relatório deve ser apresentado na CCJ na próxima quarta-feira (2 de setembro).

Segurança Pública

O relator da PEC da Segurança Pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), já informou que vai apresentar relatório favorável à aprovação da proposta da forma como foi aprovada na Câmara dos Deputados.

A proposta reorganiza o sistema de segurança pública no país, ao redefinir as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

— Temos, no Congresso Nacional, a clareza da necessidade urgente de termos definido o papel de cada ente e recursos para o enfrentamento da questão, e tudo isso se dará na votação dessa PEC. Sabemos que é uma demanda da sociedade — declarou Davi, logo após a reunião, acrescentando que o relatório deve ser apresentado na próxima semana na CCJ.

Taxa das blusinhas

A MP 1.357/2026 zera temporariamente a chamada “taxa das blusinhas”, como ficou conhecida a cobrança de Imposto de Importação federal de 20% sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 260 na cotação atual). Criada em 2024 com a intenção declarada de proteger o comércio nacional, a taxa foi suspensa pelo governo em maio deste ano.

— Faço o compromisso que, na semana que vem, nós vamos deliberar essa matéria, para proteger milhões de brasileiros — registrou Davi, lembrando que a MP tem validade até o dia 8 de setembro.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que exige consentimento de comunidades tradicionais para concessão de licença ambiental

De acordo com Hugo Motta, a relatoria da MP deve ficar a cargo de um senador.

Minerais críticos

Outra matéria que deve ser votada na próxima semana é a proposta que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024). Além de criar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República, o texto busca fomentar a pesquisa, extração, beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos, essenciais para setores-chave da economia, como a transição energética e a segurança nacional.

Datacenters

O Redata (PL 278/2026) oferece incentivos fiscais para empresas que instalem ou ampliem datacenters no Brasil. O objetivo é fomentar o setor de tecnologia da informação, promovendo o uso de energia limpa e investimentos em pesquisa e inovação. Do deputado José Guimarães (PT-CE), a matéria ainda aguarda a definição de relator e já recebeu 22 emendas.

Diálogo

Hugo Motta disse estar feliz com o resultado da reunião. Em sua visão, o Brasil precisa de diálogo, cooperação e trabalho conjunto entre Congresso e Executivo, para tratar de temas que interessam à população brasileira.

Na mesma linha, o presidente Lula elogiou a conversa entre o governo e o Legislativo e disse que os interesses do povo brasileiro precisam estar em primeiro lugar. Segundo ele, as matérias tratadas na reunião são importantes “para garantir mais tempo e segurança para as famílias brasileiras”.

— O importante é que a gente tenha a dimensão do que é urgente e prioridade. Essas matérias são importantes e são prioridade do povo brasileiro — declarou Lula.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA