POLÍTICA NACIONAL
Ministro aponta avanços e “pontos sensíveis” na proposta de nova Lei dos Portos
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apontou avanços e preocupações sobre o novo marco regulatório do setor portuário, em análise na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 733/25) substitui a Lei dos Portos, em vigor desde 2013.
Em audiência da comissão especial que analisa a proposta nesta quarta-feira (17), o ministro disse concordar com a maior parte do texto, que trata da modernização do setor, da flexibilização da contratação de trabalhadores, do licenciamento ambiental integrado e da simplificação de processos.
Ele alertou, porém, para riscos na adoção de mecanismos de autorregulação.
“O próprio setor privado fiscalizar é um ponto sensível. Muitas vezes, não interessa ao setor estimular concorrência. Pode haver reserva de mercado e dificuldade de novos projetos no Brasil.”
Outro ponto de atenção, segundo Costa Filho, está nos contratos de arrendamento de instalações portuárias.
“Se a redação não for clara, pode abrir brechas para judicialização.”
O ministro afirmou ainda que a modelagem final do marco legal pode gerar jurisprudência e influenciar outros setores de transporte, como o aeroportuário e o ferroviário.

Poderes do Ministério
Na audiência, Costa Filho entregou à comissão o pacto laboral firmado pelo governo federal com federações de trabalhadores. O acordo trata dos quatro capítulos do projeto sobre relações trabalhistas.
Ele também prometeu enviar sugestões sobre outros pontos críticos, como mudanças nas atribuições do ministério, das autoridades portuárias e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
“Sou contra fragilizar o papel do Ministério dos Portos.”
O relator da comissão, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), disse que pretende manter o ministério como responsável pela definição da política nacional de portos, mas considera importante a transferência de atribuições para a Antaq.
“Vamos ter que nos debruçar sobre esse assunto.”
Maia concordou com as críticas do ministro à autorregulação e disse ver dificuldades jurídicas e práticas para sua aplicação no setor portuário.
Crescimento
Costa Filho também apresentou dados do crescimento do setor: aumento de 5% na movimentação de cargas de janeiro a julho e previsão de 60 leilões de concessão, com investimentos de R$ 30 bilhões até o fim do governo.
“Já assinamos mais de R$ 30 bilhões em contratos do Fundo da Marinha Mercante e mais de R$ 2 bilhões em debêntures no setor portuário.”
O ministro anunciou para outubro o primeiro leilão de canal de acesso a um porto no Brasil, em Paranaguá (PR). Outros devem ocorrer nos portos de Santos (SP) e Itajaí (SC).
A comissão também marcou dois eventos externos: um seminário na Assembleia Legislativa da Bahia, em 25 de setembro, e uma visita técnica ao Porto de Santos, entre 30 de setembro e 1º de outubro.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Reconhecimento do circo como manifestação cultural vai à sanção
Será encaminhado à sanção presidencial o projeto de lei que reconhece a atividade circense brasileira como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional.
O PL 4.740/2025 é de autoria do senador Flávio Arns (PSB/PR) e foi aprovado pela Comissão de Educação (CE) do Senado antes se seguir para apreciação da Câmara. O texto foi aprovado pelos deputados na quarta-feira (15) e vai agora à sanção.
Expressão cultural
Flávio Arns ressalta que o circo é uma expressão cultural que une música, dança, teatro e acrobacia, com papel fundamental na formação da identidade cultural brasileira.
O autor do projeto destaca ainda que, além de inclusão social, as representações circenses falam da vivência e da resiliência do povo.
O autor do projeto também observa ainda que o circo no Brasil possui uma rica história que remonta ao século 19, tornando-se elemento essencial da formação cultural do país.
Identidade nacional
No Senado, o PL 4.740/2025 foi relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Segundo ele, a aprovação do projeto de lei cumpre o dever constitucional de proteger uma arte que é pilar da identidade nacional e refúgio vital para a saúde e dignidade do povo brasileiro.
A relevância econômica do setor também não deve ser subestimada, observa Paulo Paim. Ele destaca também que a Fundação Nacional das Artes (Funarte) estima a existência de ao menos 800 circos de lona, que provêm sustento direto a cerca de 20 mil profissionais em todas as regiões brasileiras.
Desafios
Paim observa ainda que a natureza itinerante da atividade circense impõe desafios severos ao exercício pleno da cidadania. Segundo ele, a dificuldade histórica de comprovação de domicílio tem obstruído o acesso a direitos fundamentais, como assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) e a transferência de matrícula escolar para filhos de artistas.
O senador ressalta que, embora a Lei nº 6.533, de 1978, já assegure a vaga escolar para esses dependentes, a prática ainda esbarra em obstáculos burocráticos.
Ele acredita que o reconhecimento oficial da manifestação cultural por meio do PL 4.740/2025 fortalecerá políticas que sensibilizem os gestores públicos para o acolhimento dessas famílias itinerantes.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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