POLÍTICA NACIONAL

Ex-senador Luiz Henrique será homenageado em rodovia catarinense

A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (12) o projeto que homenageia o ex-senador e ex-governador Luiz Henrique (SC) com trecho da BR-101 no estado de Santa Catarina (PL 3.177/2024). O trecho receberá o nome “Contorno Viário Luiz Henrique da Silveira”, e percorre os municípios de Biguaçu, São José e Palhoça, na Região Metropolitana de Florianópolis.

O texto do senador Fernando Farias (MDB-AL) contou com parecer favorável do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e agora segue para análise da Câmara dos Deputados caso não seja apresentado recurso para votação no Plenário.

Confúcio, que também é o presidente da CI, ressaltou a importância da proposta para reconhecer o “papel fundamental” de Luiz Henrique no desenvolvimento da infraestrutura catarinense.

“A homenagem perpetua a memória de um político comprometido com o progresso do seu estado e preserva, para as novas gerações, um exemplo de dedicação à vida pública”, escreve o senador no seu relatório.

Trajetória

Luiz Henrique da Silveira nasceu em 1940, em Blumenau (SC), e formou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Iniciou a vida política em 1970, elegendo-se deputado estadual pelo MDB, e desde então sempre ocupou mandato eletivo.

Leia Também:  Líder do governo diz que recurso à Justiça sobre IOF não é confronto com o Congresso

Foi deputado federal, prefeito de Joinville por três mandatos, ministro da Ciência e Tecnologia e governador do estado. Chegou ao Senado em 2011 e dois anos depois foi o primeiro presidente da Comissão de Defesa da Democracia (CDD) — que na época se chamava Comissão Senado do Futuro. Em 2015, disputou a Presidência da Casa contra o correligionário Renan Calheiros (MDB-AL), conquistando 31 votos.

Luiz Henrique da Silveira faleceu em maio de 2015, aos 75 anos, após um infarto. Era casado com a hoje senadora Ivete da Silveira (MDB-SC).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

Leia Também:  Comissão aprova acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento

“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

Leia Também:  Comissão aprova criação de mobilização nacional para resposta a desastres

A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA