POLÍTICA NACIONAL

Esperidião Amin critica denúncia da PGR contra Bolsonaro

O senador Esperidião Amin (PP-SC), em pronunciamento nesta quarta-feira (16), criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outros integrantes do chamado “núcleo crucial” vinculado ao ex-presidente. De acordo com o senador, não há fatos concretos que justifiquem as acusações.

Esperidião Amin também lamentou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todos os atos processuais envolvendo o doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato. Para o senador, as anulações comprometem os resultados obtidos pela força-tarefa de Curitiba e deixam a sociedade sem respostas sobre crimes já apurados.

O senador ainda questionou a atuação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias durante os episódios de 8 de janeiro de 2023. Segundo o parlamentar, o ex-ministro foi alertado previamente sobre possíveis invasões aos prédios dos Três Poderes, mas minimizou a importância dessas informações.

Esperidião Amin disse que os acontecimentos das últimas 24 horas representam uma pressão contra a sociedade e suas instituições.

— É preciso ter fé. Eu tenho fé. Acho que estamos do lado certo e a justiça verdadeira vencerá. Mas é preciso ter resistência, fé e acreditar que você está do lado certo para resistir às bofetadas desses três fatos que eu lamento aqui — disse.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova penas mais rígidas para exploração de recursos naturais em terras indígenas

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as penas para quem explorar matéria-prima em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas.

O texto altera a lei de crimes contra a ordem econômica e prevê pena de reclusão, de dois a dez anos, e multa para o crime contra o patrimônio da União, em caso de exploração ilegal de matérias-primas em terras indígenas.

O texto aprovado é a versão da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ao Projeto de Lei 959/22, do ex-deputado Leo de Brito (AC). O projeto inicial aumenta de um a cinco anos de detenção para dois a seis anos.

Segundo Xakriabá, a aprovação representa um avanço no combate à exploração ilegal de recursos em terras indígenas, e também um ato de “justiça histórica e de reafirmação da dignidade da pessoa humana como fundamento da República”, consagrando os povos originários como sujeitos de direitos e aliados indispensáveis na preservação da vida e do meio ambiente.

Xakriabá afirmou que a proteção das terras indígenas guarda relevância estratégica para o Brasil e para o mundo. “Nós, povos originários, desempenhamos papel essencial na preservação ambiental, utilizando conhecimentos ancestrais e práticas sustentáveis que assegurem a integridade de biomas cruciais”, disse, ao defender a defesa dos direitos indígenas como política de enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.

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Crimes ambientais
A proposta também altera a Lei dos Crimes Ambientais para aplicar a mesma pena (6 meses a 1 ano de detenção) dos que extraem irregularmente recursos minerais para quem:

  • colocar em risco a vida ou saúde de pessoas;
  • causar significativo impacto ambiental;
  • utilizar máquinas ou equipamentos pesados de mineração; ou
  • realizar a atividade mediante ameaça ou com emprego de arma.

Caso o crime seja praticado em terras indígenas, a pena será aumentada até o dobro. Quem financiar esse tipo de ação poderá ter até três anos de detenção.

Próximos passos
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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