POLÍTICA NACIONAL
Deputado defende o uso da linguagem simples para aproximar o cidadão do poder público; assista
O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) defendeu o uso da linguagem simples como instrumento para aproximar o cidadão do poder público. Segundo ele, a comunicação governamental deve ser clara, direta e acessível, especialmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Não adianta falar bonito, escrever de forma rebuscada. A própria palavra ‘rebuscada’ já demonstra o que significa. Se as pessoas não se fazem entender, a comunicação falha”, afirmou o parlamentar.
O tema foi debatido em audiência pública conjunta da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
Comunicação para todos
Duarte Jr., que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacou que o uso da linguagem simples deve ser comprovado na prática, como forma de garantir que o cidadão entenda seus direitos e deveres.
“A comunicação deriva de você passar uma mensagem, essa mensagem chegar ao destinatário e as pessoas conseguirem compreendê-la. É sobre isso que nós debatemos aqui na Câmara”, resumiu.
Origem social
A jornalista e autora do livro Manual de Linguagem Simples, Patricia Roedel, explicou que a técnica surgiu como um movimento social para ajudar o cidadão a exercer seus direitos.
“[É uma técnica] tão eficiente que vem sendo usada também por empresas privadas que querem comunicar direitos, deveres, informações para os consumidores. Mas ela nasce desse movimento social”, explicou Patricia.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova oferta de orientação parental nas redes públicas de saúde e assistência social
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 574/26, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que determina que estados, o Distrito Federal e municípios ofereçam serviços de orientação e apoio em educação parental à população.
Pela proposta, esses serviços deverão ser disponibilizados nas redes públicas de saúde e de assistência social, em espaços escolares e, quando cabível, em espaços públicos e privados conveniados que atendam crianças, adolescentes e suas famílias. O texto inclui a obrigação na Lei 14.826/24, que institui a parentalidade positiva.
Profissionais
O projeto define que os serviços serão executados, preferencialmente, por educadores parentais. Também poderão atuar profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, desde que tenham formação específica ou certificação em estratégias de parentalidade positiva, prevenção de violência e neurociência do desenvolvimento infantil.
Os profissionais de educação parental não poderão exercer atividades exclusivas de profissões regulamentadas, especialmente as de natureza clínica ou terapêutica — como a psicologia clínica. A atuação será apenas preventiva e pedagógica, voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à capacitação dos cuidadores.
Prevenção à violência
Para Laura Carneiro, a lei de 2024 representou um marco ao instituir a parentalidade positiva, mas a previsão legal, por si só, é insuficiente sem serviços que cheguem às famílias, especialmente às mais vulneráveis. “O fortalecimento das famílias é a forma mais eficaz de proteger a infância”, afirmou.
A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que está alinhada à economia do cuidado, dado que o ato de cuidar, historicamente invisibilizado e gerador de grande sobrecarga, recai majoritariamente sobre as mulheres, e exige soluções legais concretas para a sua provisão e suporte.
“Investir na educação familiar preventiva significa promover a sustentabilidade das políticas sociais, reduzindo futuramente a demanda por tratamentos de alta complexidade e a atuação do sistema de justiça criminal”, disse Santos.
Cerca de 200 casos de violência física contra crianças e adolescentes são notificados diariamente nas unidades de saúde do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica que 81% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem em casa.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon
Fonte: Câmara dos Deputados
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