POLÍTICA NACIONAL

Davi: vamos trabalhar para garantir justiça tarifária ao povo brasileiro

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participou nesta quarta-feira (21), no Palácio do Planalto, de reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Também participaram do encontro o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e líderes do Congresso; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; para tratar da medida provisória que será assinada pelo chefe do Executivo e que propõe uma ampla reforma no setor elétrico. A proposta, segundo o governo, visa garantir justiça tarifária e aliviar o peso da conta de luz para os brasileiros, sobretudo os mais pobres.

Entre as medidas previstas está a isenção da fatura de energia elétrica para famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh por mês, além da dispensa do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para outros perfis vulneráveis. Segundo estimativas oficiais, a MP poderá beneficiar até 60 milhões de brasileiros.

Durante o encontro, Davi ressaltou a importância de enfrentar o debate com coragem e responsabilidade, ouvindo todos os setores envolvidos.

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— É um tema complexo. Teremos coragem para mergulhar nesse assunto que afeta tanto os brasileiros. O Congresso Nacional está comprometido em contribuir, com maturidade institucional, para o aprimoramento do texto. Os mais pobres pagam a conta, e nós vamos trabalhar em defesa dos mais vulneráveis. Buscaremos um grande debate na comissão mista, por uma nova reestruturação do setor elétrico que faça justiça ao consumidor e ao povo brasileiro”, afirmou o presidente do Senado.

A MP será publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União (DOU) e começará a tramitar no Congresso. Com efeito imediato, ela deverá ser apreciada e aprovada em até 120 dias para se tornar lei definitiva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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