POLÍTICA NACIONAL
Davi reitera papel da Advocacia do Senado na defesa do mandato dos senadores
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou na tarde desta quarta-feira (15) o papel da Advocacia do Senado para “defender a legitimidade do voto popular e a prerrogativa dos senadores da República”.
— Quero deixar, absolutamente, a Advocacia do Senado Federal à disposição de V. Exas., na condição de presidente do Senado e chefe do Poder Legislativo brasileiro, para auxiliar em tudo que V. Exas. acharem necessário, inclusive ingressar conjuntamente com as questões jurídicas que V. Exas. manifestaram no Plenário — declarou durante a sessão deliberativa.
A afirmação foi feita após manifestação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que acusa ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de ameaçá-lo em razão do conteúdo de seu relatório na CPI do Crime Organizado. Alessandro cobrou um posicionamento claro do Senado.
Em votação na terça-feira (14), o relatório de Alessandro foi rejeitado por seis votos a quatro. No texto, o senador pedia o indiciamento de três ministros do STF — Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade relacionados ao caso do Banco Master.
Alessandro qualificou declarações de ministros do STF, proferidas enquanto a CPI realizava sua última reunião, como ameaças à sua atuação parlamentar “de forma aberta e franca”. Apontou que foi ameaçado, pelo ministro Gilmar Mendes, de representação criminal por suposto abuso de poder, o que seria passível de cassação e inelegibilidade.
— É sempre muito fácil fechar os olhos quando o abuso é feito contra um adversário. Mas o abusador vai atuar contra todos e em todo instante. Qual será a postura da Casa? Será que o Congresso e o Senado têm que se rebaixar tanto a ponto de tolerar esse tipo de ameaça? — registrou o senador.
Os senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Avante-ES), Cleitinho (Republicanos-MG), Carlos Viana (Podemos-MG) e Jorge Seif (PL-SC) também declararam apoio a Alessandro Vieira.
— Não podemos deixar que o Parlamento continue perdendo suas prerrogativas e seu espaço — afirmou Viana.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) elogiou a postura de Davi em colocar a Advocacia do Senado à disposição dos senadores, mesmo divergindo do relatório final de Alessandro Vieira, mas ponderou que o colega está protegido pelo exercício parlamentar.
— Qualquer um dos atingidos pode se manifestar como quiser. O que não pode é ameaçar senador da República no uso de suas atribuições — argumentou Randolfe.
Inquérito por postagem
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se dirigiu ao presidente do Senado por se dizer surpreso com a autorização de Alexandre de Moraes para a abertura de inquérito contra ele após uma postagem nas redes sociais. A publicação fazia referência a uma suposta delação do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, relacionando o presidente Lula a crimes.
— Há um desequilíbrio entre os poderes e só o Senado pode recobrar esse equilíbrio. Onde está a imunidade parlamentar? Onde está a liberdade de expressão? Não se trata de ofensa a ninguém. Trata-se de opinião de um senador da República — afirmou Flávio Bolsonaro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
CAS aprova identificação biométrica de mães e bebês após o parto
Projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (10) prevê a identificação biométrica de recém-nascidos e de suas mães após o parto. Segundo a proposta, a medida busca prevenir a troca de bebês, a falsificação de documentos e erros de identificação. O texto segue para votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A relatora do PL 1.447/2026, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou que o projeto também evitará casos de adoções irregulares e tráfico de crianças. De acordo com a senadora, a proposta permite a integração dos dados a outros sistemas públicos e poderá contribuir para a confiabilidade das informações.
— Ao prever a vinculação das informações biométricas à Declaração de Nascido Vivo e possibilitar futura integração com sistemas nacionais de registro civil e de informações sobre nascimentos, a proposta contribui para o aperfeiçoamento da gestão pública.
O texto, da ex-senadora Margareth Buzetti (MT), prevê que a identificação biométrica da mãe e do recém-nascido será realizada preferencialmente por meio digital. Quando não houver recursos tecnológicos disponíveis, poderá ser utilizado o método com tinta.
Pelo texto, caberá ao Poder Executivo federal regulamentar a futura lei.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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