POLÍTICA NACIONAL

Damares cobra revisão de políticas de combate à violência contra a mulher

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (10), afirmou que o aumento da violência contra mulheres no país exige uma revisão das políticas públicas de prevenção e proteção. Como exemplo, a parlamentar citou um caso ocorrido na segunda-feira (9), no Distrito Federal, quando uma mulher foi morta a facadas pelo ex-companheiro. Ela argumentou que, apesar da existência de leis e estruturas de atendimento, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para evitar os crimes.

— Nós temos delegacia da mulher, nós temos vara de violência doméstica, nós temos Casa da Mulher Brasileira, temos secretaria da mulher nos municípios, temos secretarias estaduais de mulheres, temos Ministério das Mulheres. Nós temos tudo! E temos uma legislação extraordinária. Nós temos mecanismos de defesa e proteção, e nós não estamos dando conta. O que está acontecendo? Matam, fazem vídeo, mostram para a família da vítima que estão matando. Nós vamos ter de parar tudo, e a gente vai ter de rever a violência contra a mulher no Brasil. É uma epidemia — disse.

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Banco Master

No mesmo pronunciamento, a senadora questionou a atuação do Congresso Nacional em relação ao Banco Master. Damares declarou que o caso levanta dúvidas sobre a capacidade do Parlamento de acompanhar ações do Poder Executivo. Segundo ela, diversos requerimentos de informação apresentados por senadores permanecem sem encaminhamento dentro do próprio Senado, o que dificulta o acesso a dados oficiais e limita o trabalho de fiscalização da Casa.

— Eu quero fazer um mea culpa aqui na tribuna. O nosso papel de órgão fiscalizador como Congresso Nacional… Onde nós erramos, como fiscalizadores, para deixarmos chegar aonde nós chegamos no caso do Banco Master? É responsabilidade nossa, como parlamentares — lamentou ela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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