POLÍTICA NACIONAL

CRA aprova regras para transporte rural de cargas perigosas

Foi aprovado nesta quarta-feira (7) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) projeto que estabelece normas específicas para o transporte de cargas perigosas destinadas à manutenção de atividades rurais. O PL 1.740/2024, do senador Dr. Hiran (PP-RR), segue para a Comissão de Infraestrutura (CI), em decisão final.

O projeto altera a Lei 10.233, de 2001 para incumbir a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de regulamentar o transporte próprio de produtos perigosos realizados por produtores rurais, como por exemplo combustíveis para abastecimento de maquinário agrícola.

A intenção é tornar esse transporte possível na  realidade de muitas localidades rurais brasileiras, especialmente no Norte e Centro-Oeste, onde o acesso a transportadoras especializadas é inviável.

De acordo com o autor, atualmente, os produtores rurais podem sofrer sanções pela falta de adequação às normas gerais de transporte de produtos perigosos. Para corrigir essa distorção, o projeto determina que a ANTT edite regulamento específico, respeitando as peculiaridades do transporte rural, como volumes menores, tipos de produtos e longas distâncias.

O relator, senador Jayme Campos (União-MT), retirou do texto original o limite temporário de volume previsto para transporte de cargas perigosas e reformulou a redação para deixar claro que a lei trata exclusivamente do transporte “próprio”, isto é, aquele realizado com vistas à manutenção das próprias atividades, e não de terceiros.

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Segundo Jayme Campos, o projeto busca soluções que conciliem a segurança e a legalidade com as necessidades do agronegócio.

“Nesse sentido, concordamos que seja possível considerar a adoção de medidas que garantam aos produtores rurais o transporte de combustíveis para uso exclusivo em suas propriedades, desde que observadas algumas condições, considerando o volume transportado, o tipo de combustível e as distâncias percorridas”, afirma o relatório.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) elogiou o texto e disse que pequenos produtores muitas vezes não têm como transportar óleo diesel em caminhões-tanque, por exemplo.

Para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o projeto resolve distorções geradas pelas diferentes condições de transporte nas regiões do país, que prejudicam os pequemos produtores de locais longínquos.

A votação foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que comemorou a aprovação do projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Após rejeição de indicação ao STF, Messias diz que Senado é soberano

Após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelos senadores na noite desta quarta-feira (29), o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o Senado é soberano e que a derrota faz parte do processo democrático.

— A vida é assim. Tem dias de vitória e dias de derrota, nós temos que aceitar. O Senado é soberano, o Plenário do Senado é soberano. (…) Agradeço os votos que recebi. Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder — disse, após a votação.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ministro do STF, Messias havia sido sabatinado por mais de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve a indicação aprovada por 16 votos a 11. Em seguida, a indicação seguiu ao Plenário, onde foi rejeitada por 42 votos a 34.

Messias, que é servidor público, disse considerar que a rejeição da indicação é apenas mais uma etapa em sua vida e que veio após um processo de tentativa de “desconstrução” do seu nome por meses, desde o anúncio da indicação até a votação.

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— Não encaro isso como fim; é uma etapa do processo da minha vida — disse ele, que é servidor concursado da procuradoria da Fazenda Nacional desde 2007.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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