POLÍTICA NACIONAL

Congresso retoma visitação com encenação teatral nos fins de semana

O projeto Visite EnCena, que transforma o Parlamento em um palco de teatro, foi retomado pelo Congresso. Durante todos os fins de semana de dezembro e janeiro, os visitantes que fazem o tour guiado no Senado e na Câmara dos Deputados encontram atores que interpretam personagens históricos e artísticos que ajudaram a construir a identidade brasileira.

Esta é a terceira edição do Visite EnCena. Sob o tema “Vozes que Constroem o Brasil”, o projeto oferece uma experiência de educação com entretenimento, ideal para famílias e turistas. Durante o percurso pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, esquetes teatrais quebram formalidade do ambiente político e convidam o público a um mergulho na história.

Ao todo, quatro cenas inéditas são apresentadas. Entre os destaques, o público pode encontrar o personagem do artista plástico Athos Bulcão, que colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer no esforço para a construção de Brasília. Os visitantes podem conferir ainda a representação dos candangos, operários que ergueram a capital do país.

Além das intervenções artísticas, o visitante percorre os Salões Verde e Azul e os Plenários e conhece o acervo artístico e arquitetônico das duas Casas.

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O Visite EnCena acontece nos finais de semana de dezembro e janeiro às 10h, 11h30, 14h30 e 16h. A entrada é franca e não é necessário agendamento.

Projeto Visite EnCena

  • Onde: Palácio do Congresso Nacional
  • Quando: todos finais de semana de dezembro e janeiro
  • Horários das intervenções: às 10h, 11h30, 14h30 e 16h
  • Quanto: entrada gratuita
  • Informações: www.congressonacional.leg.br/visite
  • Rede social: @visiteocongresso

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta que veda propaganda com apelo sexual em eventos esportivos

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a exibição de propagandas com apelo sexual, erotização ou conteúdo sexualmente explícito em eventos esportivos ou recreativos de livre acesso ao público. A regra também vale para as transmissões desses eventos, seja na televisão ou na internet.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Helena Lima (PSD-RR), ao Projeto de Lei 11/03 (da ex-deputada Iara Bernardi) e a outros 91 projetos que tramitavam em conjunto sobre temas semelhantes.

Enquanto o texto original proibia anúncios com apelo sexual em todos os meios de comunicação, a relatora limitou a restrição aos ambientes esportivos e recreativos. Para ela, a medida protege o público vulnerável sem criar proibições absolutas que prejudiquem a liberdade de expressão e o mercado.

“Eventos esportivos de massa, como jogos de futebol e competições olímpicas, atraem crianças e adolescentes, seja presencialmente, seja por meio de transmissões. A publicidade nesses ambientes, inclusive em placas de estádio e ações de merchandising, alcança diretamente o público infantojuvenil”, destacou.

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Helena Lima ressaltou que estudos indicam que a exposição precoce a conteúdos sexualizados gera riscos de distorções na autoimagem e ansiedade em crianças.

Como é hoje
Pela legislação atual (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), programas de TV e espetáculos precisam exibir a classificação indicativa por idade. No entanto, uma portaria do Ministério da Justiça (Portaria 1.048/25) isenta as peças publicitárias dessa obrigação prévia.

No Brasil, o controle da publicidade é feito por autorregulamentação, que atua na grande maioria das vezes apenas após a exibição do comercial. Na prática, essa regra permite que um anúncio inadequado vá ao ar no intervalo de um jogo classificado como “Livre”.

Punições
Pela medida, o descumprimento da regra será considerado “publicidade abusiva”. Com isso, as empresas infratoras sofrerão as punições administrativas e civis que já existem no Código de Defesa do Consumidor (CDC), no ECA e no recém-criado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A fiscalização ficará a cargo do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

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Próximos passos
O projeto será analisado pelas comissões de Comunicação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será apreciado pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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