POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Infraestrutura vai debater a concessão da BR-364 em Rondônia

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) vai promover uma audiência pública na terça-feira (25) para debater a concessão da BR-364 em Rondônia. O debate é um pedido (REQ 6/2025) do presidente do colegiado, senador Marcos Rogério (PL-RO). Ele vai ocorrer logo após a sessão deliberativa da CI, marcada para 9h.

Para a audiência, estão convidados: o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício de Oliveira Galvão e o diretor-geral em exercício da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Rodrigues Sampaio. Completam a lista de debatedores: o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (Crea-RO), Edison Rígoli e o consultor da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Thiago Bras Rocha.

De acordo com o senador Marcos Rogério, a BR-364 é estratégica para Rondônia, pois atravessa o estado, ligando a capital, Porto Velho, ao restante do país. Em seu requerimento, o senador registra que as autoridades alertam que o agronegócio de Rondônia será gravemente afetado nos próximos trinta anos devido aos altos custos e ao baixo volume de obras previstos na concessão da BR-364.

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A concessão da estrada pelo governo federal é recente. E há várias reclamações dos produtores. Entre elas, estão o número elevado de praças de pedágio e a pouca quilometragem prevista para trecho duplicado. Segundo o requerimento, estimativas apontam que sem duplicação da via e com pedágios caros a atividade de transporte de carga poderá se tornar inviável, com custos adicionais de quase R$ 2 mil por viagem.

A audiência terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular.

 Requerimentos

Na parte deliberativa da reunião, os integrantes da CI vão votar quatro requerimentos, todos do senador Marcos Rogério. Em um deles, o senador pede ao diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, informações sobre os gastos da empresa em ações não atinentes a sua atividade-fim (REQ 13/2025). Outro requerimento (REQ 16/2025) pede uma diligência externa para ir à Câmara Municipal de Ji-Paraná (RO) com o objetivo de tratar da BR-364.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação

O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.

O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.

Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.

A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.

Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.

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Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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