POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova criação do Grupo Parlamentar Brasil-Egito
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (22) a criação do Grupo Parlamentar Brasil-Egito (PRS 26/2021). A proposta do ex-senador Jean-Paul Prates (RN) recebeu relatório favorável do senador Carlos Viana (Podemos-MG), lido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), e segue para análise da Comissão Diretora.
Segundo o projeto de resolução do Senado, o grupo terá a finalidade de incentivar e desenvolver relações bilaterais entre os Poderes Legislativos dos dois países. Composto por membros do Congresso Nacional, o grupo terá como atividades principais a realização de visitas parlamentares e eventos diversos — como congressos, simpósios e debates — nas áreas política, jurídica, social, tecnológica, científica, ambiental, educacional, cultural, econômica e financeira.
Também estão previstos intercâmbios de experiências legislativas e troca de publicações. Além de manter relações culturais e de intercâmbio, o Grupo Parlamentar poderá manter cooperação técnica com entidades nacionais e estrangeiras.
Egito
Com mais de 100 milhões de habitantes, o Egito é um país essencialmente agrário com economia dependente da exploração de petróleo e da agricultura. As relações com o Brasil foram estabelecidas em 1924, pouco depois de o país se tornar independente do Reino Unido. As duas nações desfrutam de um relacionamento cordial no ramo político e são consideradas potências regionais na América do Sul e África, respectivamente.
O Egito abriga a foz do rio mais longo do mundo, o Nilo, que atravessa o país de sul a norte e proporcionou o desenvolvimento de uma das maiores e mais antigas civilizações do planeta. O país também abarca a península do Sinai, onde foi construído o Canal de Suez, uma das vias marítimas mais importantes para o comércio internacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF
A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.
A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.
A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.
Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.
Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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