POLÍTICA NACIONAL
CI analisa plano de navegabilidade e conservação de rios da Amazônia
A Comissão de Infraestrutura (CI) se reúne nesta terça-feira (9), a partir das 9h, para analisar quatro propostas. Entre elas, está o projeto de lei que institui o Plano Rios Livres da Amazônia, com ações para promover a conservação e garantir a navegabilidade dos rios na região (PL 4.199/2024).
De autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), a proposta tem como objetivo compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação dos recursos hídricos da Amazônia Legal, onde os rios são fundamentais para a mobilidade e a atividade econômica.
O plano prevê ações como dragagem, manejo integrado e sinalização das vias interiores. Entre as diretrizes, estão a cooperação federativa entre União, estados e municípios, a redução da poluição dos rios e o incentivo à educação ambiental e à pesquisa tecnológica para soluções inovadoras no transporte hidroviário.
A governança, segundo o projeto, será exercida de forma descentralizada por comitês gestores, comitês de bacias hidrográficas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais relacionados.
O relator é o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que apresentou parecer pela aprovação do projeto sem alterações.
Ferrovias privadas
Os senadores podem votar ainda um projeto de decreto legislativo para suspender trecho de portaria do Ministério dos Transportes que estabelece regras para classificar projetos de investimento como prioritários nos setores de rodovias e ferrovias.
De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), o PDL 203/2025 quer suspender artigo da portaria que impõe restrições adicionais aos projetos de ferrovias autorizadas (ou seja, privadas) para serem considerados prioritários. Uma dessas restrições é a exigência de licença ambiental prévia.
De acordo com Zequinha, tal trecho viola o princípio da legalidade, previsto na Constituição, e cria discriminação indevida entre ferrovias públicas e privadas, o que desestimula investimentos pelo setor privado. Ele argumenta que a exigência de licença prévia como condição para o enquadramento como projeto prioritário pode gerar entraves burocráticos e comprometer a captação de recursos para a infraestrutura ferroviária, estratégica para o país.
O relator é o senador Esperidião Amin (PP-SC), que apresentou voto pela aprovação da matéria.
Navegação
Também está prevista a votação do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 4/2025, que cria a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Navegação Brasileira. A iniciativa foi apresentada pelo presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO).
Entre as finalidades do grupo, segundo o autor, estão:
- estimular a preservação e melhoria das condições de navegabilidade das hidrovias e do transporte multimodal;
- manter intercâmbio e cooperação com entidades que exerçam atividades ligadas à navegação;
- acompanhar, fiscalizar e contribuir com as políticas de navegação, segurança e desenvolvimento do setor;
- promover a articulação entre órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário;
- acompanhar o processo legislativo no Congresso Nacional em temas de interesse do setor.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) apresentou parecer pela aprovação do projeto.
Saneamento em Rondônia
Os senadores podem votar ainda um requerimento (REQ 67/2025 – CI) do senador Marcos Rogério para promoção de audiência pública sobre a proposta de privatização dos serviços de água e esgoto no estado de Rondônia, atualmente prestados pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões
A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria.
A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.
Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.
A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.
Calendário especial
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.
De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.
— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.
Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário.
A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).
Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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