POLÍTICA NACIONAL
Chico Rodrigues comemora programa que amplia acesso à internet no Norte
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (17), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) destacou a importância da Infovia 04 do Programa Norte Conectado, entregue pelo governo federal, para ampliar o acesso à internet na Amazônia. O parlamentar explicou que a nova infraestrutura de cabos de fibra óptica subaquáticos e terrestres vai beneficiar cerca de 460 mil pessoas nos estados do Amazonas e de Roraima. Ele lembrou que o projeto integra os investimentos previstos no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no leilão do 5G, no valor de R$ 2 bilhões destinados à expansão da conectividade na região.
— Esse esforço monumental não é apenas infraestrutura, é a garantia de que brasileiros de comunidades antes isoladas terão acesso à educação, telemedicina, pesquisa científica e serviços digitais. Os números mostram o tamanho do desafio que enfrentamos. Em 2024, o Brasil alcançou a marca de 74,9 milhões de domicílios conectados à internet, o que representa 93,6% dos lares brasileiros. Mas quando olhamos para a Região Norte, percebemos que ainda há desigualdade — afirmou.
O senador ressaltou que, em 2024, na Região Norte apenas 84,6% dos domicílios estavam conectados à banda larga fixa, o menor índice do país. Para ele, a expansão das infovias é uma medida essencial para garantir que a população amazônica tenha acesso às mesmas oportunidades disponíveis em outras regiões do Brasil.
— Não é luxo, mas uma necessidade urgente para corrigir desigualdades históricas. É um grande passo em direção ao desenvolvimento, ao respeito e à inclusão dos brasileiros que vivem na Amazônia, o que nos traz muita esperança. Não há inclusão possível no século XXI sem internet, sem acesso à informação, sem oportunidade digital — declarou.
O senador também mencionou a integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) com a construção do Linhão de Tucuruí. Ele explicou que a nova estrutura, além de garantir o fornecimento de energia elétrica, será utilizada para a passagem de cabos de internet, criando mais uma via de conexão para o estado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.
De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.
O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.
Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:
- comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
- exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
- inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.
Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.
Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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