POLÍTICA NACIONAL
CAE adia projeto que limita gasto de municípios com pagamento de dívida
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) adiou a análise do projeto que limita o endividamento de municípios com a União a 30% da receita (PLP 224/2019). A matéria estava na pauta desta terça-feira (20), mas foi retirada a pedido do líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE).
O parlamentar pediu que o projeto só volta à pauta daqui a 30 dias. Segundo ele, o tempo é necessário para que o Ministério da Fazenda apresente um estudo sobre o impacto financeiro da medida.
— Estamos falando de 5.570 municípios, e não foi apresentado de onde virão os recursos, caso haja impacto. Nós não sabemos quantos municípios têm mais de 30% de suas receitas com dívidas. O governo não é contra o mérito, mas a gente precisa saber qual é o tamanho disso para depois não ser objeto de um veto — argumentou.
O projeto, que é do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), recebeu relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC). Segundo o texto, o comprometimento anual da receita dos municípios com amortizações, juros e demais encargos da dívida com a União não poderá passar de 30%. De acordo com o relator, a limitação é necessária para que os municípios não comprometam o fornecimento de serviços de saúde, educação, segurança e assistência social.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticou a retirada frequente de matérias da pauta. Na reunião desta terça-feira, todos os seis itens previstos tiveram a votação adiada a pedido dos relatores ou do Poder Executivo. Renan anunciou que futuros pedidos de retirada de pauta serão submetidos à votação da comissão.
— É evidente que isso atrapalha qualquer planejamento estratégico que fizermos. Não somos contrários, queremos colaborar. Mas o governo não pode, sistematicamente, pedir a retirada de uma matéria, dizer que vai apresentar um parecer daqui a sete dias, não apresentar nada e solicitar novamente a retirada. Isso não vai mais acontecer — disse.
Audiências públicas
A CAE aprovou dois requerimentos extrapauta para a realização de audiências públicas. O primeiro (REQ 35/2025 – CAE), do senador Laércio Oliveira (PP-SE), sugere um debate sobre o projeto de lei que prevê o reconhecimento formal das centrais sindicais patronais (PL 1.226/2024), do qual ele é autor.
O segundo requerimento aprovado (REQ 42/2025 – CAE) foi proposto pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator do projeto que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias (PLP 185/2024). O senador sugere audiência pública para instruir a matéria.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Projeto libera fundos de pensão de limite de juros em empréstimos
O Projeto de Lei 237/26 afasta o limite de juros para empréstimos dos fundos de pensão aos seus participantes. O texto em análise na Câmara dos Deputados impede a aplicação da Lei da Usura, que prevê taxa máxima de 12% ao ano.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), autor da proposta, a ideia é proteger as futuras aposentadorias. Ele afirma ainda que entidades fechadas de previdência complementar não buscam lucro, mas precisam rentabilizar os seus recursos.
Tadeu Veneri ressalta que, atualmente, a Justiça tem limitado os juros cobrados pelos fundos de pensão a 12% ao ano. Para ele, isso ameaça o equilíbrio dos planos de benefícios e pode resultar em contribuições extras dos participantes.
Alteração em lei
A proposta altera a Lei 14.905/24, que trata da aplicação de juros e correção monetária nos contratos, para incluir os fundos de pensão na lista de exceções à Lei da Usura. Hoje, bancos e outras instituições financeiras integram a relação.
“A submissão às restrições da Lei da Usura desvirtua a função institucional dessas entidades, inviabiliza a rentabilização dos ativos e reduz a capacidade de cumprir as metas atuariais”, diz Tadeu Veneri.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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