POLÍTICA NACIONAL

Aprovado texto-base de projeto que regulamenta tributo para serviços de streaming

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A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto de lei que prevê a cobrança de tributo sobre o serviço de streaming audiovisual. Foi aprovado em Plenário o texto do relator, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), para o Projeto de Lei 8889/17, do deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP).

Os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto serão analisados em Plenário nesta quarta-feira (5).

A sessão plenária prossegue agora com discursos dos deputados.

Texto aprovado
O texto-base prevê o pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) pelos prestadores de serviços de acesso de audiovisual com uso da internet (serviço de streaming audiovisual).

De acordo com o texto, as empresas que prestam esses serviços pagarão a contribuição de 0,1% a 4% da receita bruta anual, excluídos os tributos indiretos incidentes e incluídas receitas com publicidade.

Os percentuais são progressivos conforme a receita anual, havendo isenção para aquelas com receita até R$ 4,8 milhões (teto para empresa de pequeno porte no Simples Nacional). Remessas ao exterior de lucros ficam de fora da tributação.

A nova cobrança abrange serviços de vídeo sob demanda (VoD na sigla em inglês), como Netflix; serviço de televisão por apps, como Claro TV+; e serviço de compartilhamento de conteúdo audiovisual, como Youtube.

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Streaming é uma tecnologia que permite a transmissão de conteúdo multimídia (como vídeo e áudio) pela internet sem a necessidade de baixar o arquivo completo para o dispositivo.

Vídeo sob demanda e televisão por app pagarão de 0,5% a 4%, com parcelas dedutíveis fixas de R$ 24 mil a R$ 7,14 milhões em cinco faixas. Já o serviço de compartilhamento pagará alíquotas de 0,1% a 0,8%, com parcelas dedutíveis de R$ 4,8 mil a R$ 1,4 milhão.

Descontos
No entanto, como o objetivo principal da Condecine é estimular a indústria de audiovisual brasileira, o texto-base aprovado pelos deputados permite aos contribuintes deduzirem até 60% da contribuição anual devida se aplicarem os valores nessa finalidade. Isso valerá para os serviços de vídeo sob demanda e para os apps de televisão.

Na versão anterior à votada, o percentual de desconto era de 70%. Com a mudança para 60%, Doutor Luizinho introduziu nova regra para permitir a redução da Condecine em 75% caso mais de 50% da totalidade de conteúdos audiovisuais ofertados sejam brasileiros. Os critérios sobre mensuração da quantidade serão definidos em regulamento.

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Vários tipos de uso serão permitidos, como produção própria de conteúdos brasileiros se o contribuinte se qualificar como produtora brasileira registrada na Agência Nacional do Cinema (Ancine). Nesse caso, 40 pontos percentuais da dedução poderão ir para essa finalidade.

Exclusões
Segundo o texto, a futura lei não se aplica a serviços que ofertam conteúdos audiovisuais de diversos tipos, como aqueles:

  • sem fins lucrativos ou de caráter religioso ou jornalístico;
  • de difusão de eventos esportivos ou com finalidade estritamente educacional;
  • de comunicação pública ou de jogos eletrônicos;
  • que tornem disponível conteúdos audiovisuais de forma incidental ou acessória, integrada à oferta de outros conteúdos;
  • cujo serviço de vídeo sob demanda não seja atividade econômica autônoma ou preponderante e se refira a conteúdo audiovisual exibido anteriormente por até um ano em serviço de TV por assinatura; e
  • em serviço de televisão por app quando conteúdos e grades de programação forem coincidentes com os dos canais.

Mais informações a seguir

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Eleições demonstraram insatisfação com governo e STF, diz Damares

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (6), destacou que o resultado das eleições de domingo (4) demonstrou a insatisfação de parte dos eleitores com o governo federal e com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a parlamentar, o desempenho de candidatos conservadores também refletiu as preocupações da população com o custo de vida e a segurança pública.

— O custo de vida está sufocando as famílias brasileiras. O pobre voltou a contar moedas para comprar o básico. Recentemente, a inflação voltou a ser puxada pelo grupo de alimentos e bebidas. E o povo não está comendo picanha. Quando não é a fome batendo na porta, é o medo. O trabalhador acorda de madrugada, vai para o ponto de ônibus tremendo, sem saber se chegará vivo ao local de trabalho ou se voltará para casa vivo — afirmou.

Damares também avaliou que decisões tomadas pelo STF durante o período eleitoral contribuíram para o resultado das urnas. A senadora defendeu que a nova composição do Senado, a partir de 2027, deverá exercer maior fiscalização sobre o Supremo.

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A senadora destacou o desempenho das mulheres nas eleições e ressaltou a presença de candidatas jovens entre as mais votadas. Ela citou os resultados no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para a parlamentar, o resultado representa um avanço da participação feminina e uma renovação dos quadros políticos.

— A mulher mais votada foi uma jovem no Distrito Federal. E esse fenômeno se repetiu no Brasil. A deputada mais votada em São Paulo, uma jovem. Aconteceu também no Rio de Janeiro e em outros estados. Eu celebro a participação feminina e o resultado na urna para a representatividade feminina — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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