POLÍTICA NACIONAL

Amin critica seis anos do inquérito das fake news no STF

O senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou em Plenário nesta quarta-feira (19) a continuidade inquérito das fake news (Inquérito 4.781) que completa seis anos em março. A investigação, do Supremo Tribunal Federal (STF), também apura os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Para o parlamentar, o inquérito representa uma afronta ao Estado de direito e um exemplo de “inquisição moderna”. E o processo, afirmou, foi instaurado sem um alvo definido e sem o cumprimento dos trâmites legais.

De acordo com o senador, o inquérito é conduzido de forma irregular e se prolonga sem uma conclusão clara. Amin afirmou que a falta de prazo definido e de critérios objetivos compromete a segurança jurídica e a credibilidade das instituições democráticas.

— Seis anos é muito, seis anos é demais. E é um abuso contra a democracia, que eu sei que, no fundo do coração, todos os juízes, inclusive os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, creio eu, gostariam de preservar; mas estão golpeando a democracia e criando um péssimo exemplo — declarou.

Terras indígenas

O parlamentar também cobrou a tramitação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 717/2024, de sua autoria, que susta dois decretos do Poder Executivo relacionados à demarcação de terras indígenas. Ele explicou que os decretos estão fundamentados em um normativo de 1996 que foi revogado com a edição da Lei do Marco Temporal. Segundo o senador, o PDL nem sequer foi despachado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou para o Plenário.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras para aumentar proteção de motoristas de aplicativo

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria novas medidas para aumentar a segurança de motoristas de aplicativos de transportes.

Pela proposta, as plataformas deverão oferecer ferramentas de proteção durante as viagens, como botão para acionar a polícia, atendimento imediato em situações de emergência e compartilhamento da localização em tempo real.

As empresas também terão de verificar a identidade dos usuários para evitar fraudes e o uso indevido de contas.

O texto assegura ao motorista, antes de aceitar uma corrida, acesso ao endereço completo de embarque e desembarque, ao nome do passageiro e à quantidade de viagens já realizadas por ele.

A comissão aprovou a versão do relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), que fez ajustes técnicos no texto original (Projeto de Lei 6370/25), do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). “O objetivo é fortalecer a segurança de motoristas e usuários por meio da adoção de medidas proporcionais, efetivas e juridicamente adequadas”, disse Portugal.

O texto aprovado também incentiva campanhas educativas, a criação de canais de atendimento específicos e o treinamento de agentes públicos para atender ocorrências relacionadas ao setor.

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Por fim, o motorista não poderá ser punido por cancelar ou recusar uma viagem quando houver risco comprovado à sua segurança ou aos seus bens.

As plataformas que descumprirem as regras poderão receber advertência ou multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil por infração.

Próximas etapas
A proposta ainda será ainda analisada, de forma conclusiva, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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