POLÍTICA NACIONAL

Alan Rick aponta abusos contra estudantes de Medicina brasileiros na Bolívia

O senador Alan Rick (União-AC) chamou a atenção, em pronunciamento na quarta-feira (4), para a morte do estudante de medicina Sebastião Peixoto, na região de Punata, em Cochabamba, na Bolívia. Sebastião teria cometido suicídio após abusos e maus-tratos no local onde realizava seu último ano de internato.

Rick destacou uma reportagem exibida pela Rede Record, que mostrou a realidade de brasileiros que buscam a formação em medicina em universidades bolivianas localizadas em cidades fronteiriças com o Acre. Segundo a matéria de TV, muitos desses estudantes acabam se deparando com situações de abuso, que incluem até castigos físicos, tortura e crimes sexuais.

— Castigos perpetrados por médicos preceptores contra os médicos em formação no último ano, em hospitais, que levaram, infelizmente, um jovem que estava a quatro meses de receber o seu diploma à morte. […] São pessoas com poucos recursos. São jovens de famílias pobres, que buscam, ali na Bolívia, a oportunidade para realizar o sonho da formação médica. Mas, infelizmente, encontram, em muitos locais, esse tipo de situação abusiva.

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O senador afirmou estar em busca de ações em defesa dos estudantes e disse já ter entrado em contato com a embaixada brasileira em La Paz, com o consulado brasileiro no Departamento de Cochabamba e com o Itamaraty.

— Quero agradecer ao embaixador Luís Henrique Sobreira, que nos atendeu e que, em conjunto com a senadora boliviana Corina Ferreira, buscou as autoridades do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação na Bolívia, para que tomassem providências para cessar os crimes e abusos contra os brasileiros naquele país. O que estamos relatando são fatos que, infelizmente, são costumeiros e culturais naquele país e, diante disso, com o apoio desta amiga senadora, buscamos essa interlocução, para que se abra realmente um inquérito e seja feita uma apuração rigorosa pela Justiça boliviana.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proteção especial para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria mecanismos de proteção para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho que exercem ou de sua atuação no combate ao crime organizado.

As medidas poderão incluir escolta, veículos blindados, reforço da segurança em residências e locais de trabalho, preservação de dados pessoais e inclusão em programas federais de proteção já existentes.

Os pedidos serão analisados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deverá verificar a existência e a gravidade da ameaça. O órgão poderá atuar em parceria com os estados e o Distrito Federal para executar as medidas previstas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Sanderson (PL-RS), ao Projeto de Lei 4688/25, do deputado Delegado Bruno Lima (Pode-SP). A principal mudança foi a ampliação das categorias que poderão solicitar proteção.

Poderão pedir proteção:

  • policiais das diversas corporações — civis, militares, penais, federais e legislativas — e bombeiros militares;
  • magistrados, defensores públicos e membros do Ministério Público;
  • parlamentares ameaçados em razão do exercício do mandato;
  • oficiais de justiça;
  • peritos oficiais criminais;
  • guardas municipais;
  • agentes socioeducativos e de trânsito.
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No caso das categorias policiais e dos agentes de segurança, o direito vale também para aposentados, inativos e integrantes da reserva.

Ao defender a proposta, Sanderson afirmou que agentes públicos responsáveis pelo combate ao crime organizado frequentemente se tornam alvos de facções criminosas e outros grupos ilícitos. Segundo ele, as ameaças muitas vezes persistem mesmo após a aposentadoria.

“O Estado não pode permitir que agentes responsáveis pela aplicação da lei e pela defesa da ordem pública permaneçam vulneráveis a represálias criminosas em razão de sua atuação profissional”, afirmou o relator.

Lacuna na legislação
Atualmente, a legislação federal prevê programas de proteção para testemunhas, vítimas e defensores de direitos humanos ameaçados. No entanto, não existe uma política nacional específica voltada a agentes públicos que sofrem ameaças em razão da atividade profissional.

O projeto prevê que as medidas serão custeadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, observadas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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