RACHA NO PL

Wellington Fagundes rebate Medeiros e defende investigações durante período eleitoral – veja o video 

Senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso afirmou que eventuais crimes cometidos durante a campanha também precisam ser investigados; discussão ocorreu após questionamentos sobre a Operação Heritage

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) defendeu a criação de regras para impedir a realização de operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições. A proposta, segundo o parlamentar, busca evitar que investigações realizadas durante o período eleitoral acabem interferindo nas campanhas.

A declaração provocou reação do senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), que apresentou uma posição diferente sobre o tema. Segundo Fagundes, eventuais crimes cometidos durante a campanha também devem ser investigados, independentemente do calendário eleitoral.

A discussão ocorreu após os dois parlamentares serem questionados sobre a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal e que atingiu o ex-governador Mauro Mendes (União), também pré-candidato ao Senado.

Proposta de Medeiros

Medeiros afirmou que apresentou um projeto para estabelecer uma espécie de restrição temporal às operações policiais envolvendo candidatos. Para ele, as ações deveriam ser realizadas antes do período eleitoral e retomadas após as eleições.

“Ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral”, afirmou o deputado, argumentando que haveria tempo suficiente para que investigações fossem realizadas antes do início do período eleitoral.

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O parlamentar também declarou que operações realizadas durante a campanha podem produzir efeitos sobre toda uma chapa ou coligação, mesmo quando a investigação envolve apenas um dos candidatos.

Fagundes faz contraponto

Questionado sobre a proposta, Wellington Fagundes fez um contraponto direto. Para o senador, o calendário eleitoral não pode impedir a apuração de possíveis irregularidades.

A posição de Fagundes foi resumida na afirmação de que “quem roubar durante a campanha” também deve ser investigado.

O senador e Medeiros disputam espaço dentro do PL e têm projetos eleitorais distintos para 2026. Enquanto Fagundes trabalha para a disputa ao Governo de Mato Grosso, Medeiros é pré-candidato ao Senado.

Operação Heritage

A discussão ganhou repercussão no cenário político mato-grossense após a deflagração da Operação Heritage, que teve entre os alvos o ex-governador Mauro Mendes, adversário político de Medeiros na disputa por uma das vagas ao Senado.

Medeiros questionou o momento da operação e afirmou que a realização de uma ação policial próxima ao período de registro das candidaturas poderia ter impacto eleitoral.

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“É muita coincidência para ser só coincidência”, declarou o deputado ao comentar a proximidade entre a operação e o calendário eleitoral.

O parlamentar também defendeu a necessidade de maior segurança jurídica para candidatos e partidos durante o período eleitoral.

A divergência entre os dois integrantes do PL evidencia uma discussão que deve ganhar espaço ao longo da preparação para as eleições de 2026: como garantir que investigações e operações policiais continuem ocorrendo sem que o calendário eleitoral seja utilizado para impedir ou retardar a apuração de eventuais crimes.

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POLÍTICA MT

Wellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video 

Senador chama Edilson Piaia de “incoerente”, lembra que prefeito esteve em seu gabinete há apenas 15 dias fazendo elogios e cobra fidelidade após gestor deixar partido para apoiar a reeleição do governador

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não escondeu o descontentamento com a decisão do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, de deixar o Partido Liberal e anunciar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Durante coletiva nesta quinta-feira (13), Wellington classificou a postura do prefeito como “incoerente” e fez questão de lembrar que, apenas 15 dias antes, Piaia havia estado em seu gabinete e, segundo ele, demonstrado uma posição política completamente diferente.

“Eu acho que é incoerência. Ele esteve no meu gabinete 15 dias atrás. Ele esteve 15 dias atrás no meu gabinete dizendo que eu era o melhor do mundo. Está gravado, está aí na internet, é só vocês olharem. Provavelmente está tendo alguma incoerência”, disparou Wellington.

A manifestação ocorreu durante a coletiva que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador.

Wellington também recordou as circunstâncias que levaram Piaia ao PL para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis. Segundo o senador, houve resistência interna à filiação do então candidato, mas a direção partidária acabou abrindo as portas para que ele concorresse pela legenda.

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“Foi pra eleger, o Ananias teve que abrir o partido lá pra ele. Foi uma certa resistência de recebê-lo. Mas não cabia a mim. Foi uma decisão do partido. Tá bom, abriu o partido pra ele. Ele sabe disso. Então, as incoerências é o tempo que vai cobrando de cada um”, declarou.

O senador ainda demonstrou acreditar que Piaia possa rever a decisão. Para Wellington, há incompatibilidade política entre ter sido eleito pelo PL, com apoio da estrutura partidária e do fundo eleitoral, e agora trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda ao Governo do Estado.

“Eu penso que tem tempo pra ele rever ainda. Mas se ficar, eu acho só, não concordo com ele, ele ser eleito pelo partido, ser eleito com o fundo eleitoral do partido, ser eleito com a nossa grife que é o presidente Bolsonaro”, afirmou.

A saída de Piaia também foi comentada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo ele, o pedido de desfiliação foi apresentado de maneira respeitosa e aceito imediatamente pela direção partidária.

“A carta dele é muito respeitosa e agradece ao PL, a toda sua presença e todo o apoio que o PL deu em todos os momentos dele. E nós, sinceramente, aceitamos de imediato”, afirmou.

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Apesar do tom respeitoso em relação à formalização da saída, Ananias deixou claro que o PL pretende cobrar alinhamento daqueles que permanecerem na sigla. O dirigente afirmou que quem não estiver disposto a seguir o projeto eleitoral do partido deve buscar outro caminho.

Questionado sobre a possibilidade de outros prefeitos seguirem o movimento de Piaia, Ananias descartou uma debandada e afirmou que o projeto eleitoral do PL permanece consolidado.

A troca de declarações evidencia o desconforto provocado dentro do PL pela decisão de Piaia. Mais do que uma simples mudança partidária, Wellington tratou o episódio como uma questão de coerência política, sobretudo pelo curto intervalo entre a visita do prefeito ao seu gabinete e a decisão de abandonar a legenda para apoiar Pivetta.

Com a campanha eleitoral avançando, a movimentação também expõe a disputa entre Wellington e Pivetta pelo apoio das principais lideranças municipais. No caso de Campo Novo do Parecis, o governador ganhou a adesão de um prefeito eleito pelo partido de seu principal adversário, enquanto Wellington deixou claro que não pretende tratar a mudança como um episódio político sem consequências.

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