REPRESENTATIVIDADE FEMININA

Virgínia, Samantha e Alessandra vencem nas urnas e conquistam vagas no Legislativo

Esposas de lideranças políticas de Mato Grosso foram eleitas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa nas eleições de 2026

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Três mulheres que ocupam ou já ocuparam a posição de primeira-dama conquistaram mandatos nas eleições deste domingo (4) em Mato Grosso. Virgínia Mendes (União Brasil), Samantha Iris (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos) foram eleitas para representar o Estado nos legislativos federal e estadual.

Virgínia Mendes, esposa do senador eleito Mauro Mendes (União Brasil), conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 102.120 votos. Com o resultado, terminou como a quinta candidata mais votada na disputa para deputada federal em Mato Grosso.

Mauro Mendes, que neste ano disputou e conquistou uma das duas vagas ao Senado, governou Mato Grosso por dois mandatos e também foi prefeito de Cuiabá.

Na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Samantha Iris, esposa do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi eleita deputada estadual. Ela recebeu cerca de 57,9 mil votos e ficou entre os quatro candidatos mais votados para a Casa.

Também garantiu uma cadeira na Assembleia Alessandra Ferreira (Podemos), esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL). Ela recebeu 50.802 votos.

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Com as eleições de Samantha e Alessandra, a próxima composição da Assembleia Legislativa contará com duas mulheres eleitas. Na atual legislatura, Janaina Riva (MDB) era a única deputada estadual eleita. Neste ano, ela disputou uma das vagas ao Senado, mas terminou em terceiro lugar.

A representação feminina de Mato Grosso na Câmara dos Deputados também será ampliada. Conforme o resultado apresentado, a nova bancada terá três mulheres com mandato: Coronel Fernanda (PL), Virgínia Mendes (União Brasil) e Rosa Neide (PT).

Na legislatura anterior, Coronel Fernanda e Amália Barros, que morreu em 2024, haviam sido eleitas para representar Mato Grosso na Câmara Federal.

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POLÍTICA MT

STJ mantém prisão de ex-vereador de Nova Nazaré investigado por roubo de gado

Ministro Rogério Schietti rejeitou novo pedido da defesa de Valdoir Bento Tavares, que utilizou identidade falsa por mais de 15 anos e é apontado em investigações por crimes em três estados

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O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão do ex-vereador de Nova Nazaré Valdoir Bento Tavares, identificado como Marco Túlio. A decisão foi proferida no último dia 2 de outubro, durante análise de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

O ex-parlamentar teria utilizado identidade falsa durante mais de 15 anos e é apontado em investigações relacionadas a diferentes crimes cometidos em Mato Grosso, Rondônia e Goiás.

O habeas corpus havia enfrentado impedimento no STJ porque ainda existia decisão pendente na segunda instância da Justiça de Mato Grosso. A defesa pediu uma nova análise após a manifestação do Tribunal de origem.

“Foi proferida liminar, negada pelo desembargador do Tribunal de origem, e sustenta que o pronunciamento foi juntado aos autos antes da apreciação deste writ. Alega que foi superada a circunstância que fundamentou o indeferimento liminar e requer novo exame acerca do conhecimento do habeas corpus”, argumentou a defesa.

Ao manter a prisão, Schietti destacou elementos do processo que indicariam uma tentativa do ex-vereador de interferir nas investigações. Segundo a decisão, ele teria procurado outros investigados e o motorista envolvido na negociação de um rebanho, além de supostamente oferecer vantagem econômica e orientar versões a serem apresentadas às autoridades.

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“Foram considerados elementos segundo os quais o paciente haveria procurado coinvestigados e o motorista envolvido na negociação do rebanho, oferecido vantagem econômica e orientado a versão a ser apresentada às autoridades”, registrou o ministro.

O processo analisado pelo STJ está relacionado ao roubo de 45 cabeças de gado. Conforme consta no caso, os animais teriam sido negociados por Valdoir utilizando a identidade falsa, em uma transação que teria rendido R$ 108,5 mil.

O histórico atribuído ao ex-vereador também inclui um caso ocorrido em Ariquemes (RO), no réveillon de 2007. Uma discussão motivada por uma vaga de estacionamento teria terminado com as mortes de Edeilson Moura dos Santos e Éder da Silva Martins.

Valdoir, o irmão Valteir Bento Tavares e Oseias de Oliveira, conhecido como “Cegão”, foram apontados como suspeitos de envolvimento nos homicídios. Valteir foi preso em Aruanã (GO), em 2022.

Após os crimes, segundo as informações do processo, os irmãos teriam deixado Ariquemes e passado a utilizar identidades falsas. Valdoir posteriormente chegou a ser eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de Nova Nazaré.

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Antes disso, ele também teria passado por Aruanã, onde há registros envolvendo crimes como furto em área rural, lesão corporal, posse ilegal de arma de fogo e receptação.

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