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Projeto prevê uso de inteligência artificial para prevenir suicídios

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou em primeira votação, na última quarta-feira (13), o Projeto de Lei nº 521/2025, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que atualiza a Política de Diagnóstico e Tratamento da Depressão no Estado e inclui o uso de tecnologia e inteligência artificial (IA) como ferramenta de detecção precoce de comportamentos suicidas, especialmente nas redes sociais.

O texto altera a Lei nº 11.203/2020, incluindo dispositivos que incentivam o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias para rastrear sinais de depressão e tentativas de suicídio, com ou sem ideação suicida. Um dos focos centrais da proposta é o público jovem, especialmente crianças e adolescentes.

“Estamos diante de uma realidade preocupante. O número de jovens com depressão e casos de suicídio tem aumentado ano após ano. Precisamos agir com urgência e usar todas as ferramentas possíveis, inclusive a inteligência artificial, para salvar vidas”, explicou Dr. João.

Com a alteração, passa a constar na legislação estadual o dever do Estado em desenvolver e incentivar soluções tecnológicas que possam ser integradas às redes sociais e plataformas digitais. A proposta também inclui a criação de sistemas de monitoramento e apoio capazes de identificar comportamentos de risco e facilitar intervenções imediatas.

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Segundo o parlamentar, a proposta é uma resposta a dados alarmantes de instituições como a Fiocruz Bahia e a Escola de Medicina de Harvard, que apontam um crescimento de 6% ao ano na taxa de suicídios entre jovens brasileiros, além de um aumento de 29% nos casos de autolesão entre adolescentes.

“Esses números são um grito de socorro. E nós, como representantes do povo, temos o dever de ouvir. É preciso olhar para a saúde mental com a mesma seriedade que olhamos para qualquer outro problema de saúde pública. Cada vida importa”, reforçou Dr. João.

O projeto segue agora para segunda votação em plenário e, caso aprovado, será encaminhado à sanção do Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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Pedro Taques, irmão de Emanuel, Pedro Taques e Antero acumulam quase R$ 200 mil em multas após ataques contra Mauro Mendes – veja julgamento no TRE

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso aplicou novas multas contra o ex-governador e advogado Pedro Taques, o comunicador Popó Pinheiro e o jornalista Antero Paes de Barros em processos envolvendo publicações contra o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes.

As três novas penalidades somam R$ 120 mil. Considerando outros R$ 70 mil em multas anteriormente aplicadas a Pedro Taques, o trio acumula R$ 190 mil em penalidades na Justiça Eleitoral.

Nas decisões mais recentes, Antero Paes de Barros foi multado em R$ 55 mil, Popó Pinheiro em R$ 50 mil e Pedro Taques em R$ 15 mil.

Segundo os fundamentos apresentados nos julgamentos, os conteúdos analisados ultrapassaram os limites da crítica política e passaram a atribuir a Mauro Mendes a prática de crimes ou associá-lo a supostos ilícitos sem comprovação, situação caracterizada pela Justiça Eleitoral como propaganda eleitoral antecipada negativa.

No processo envolvendo Antero Paes de Barros, o colegiado reconheceu quatro impulsionamentos irregulares e sete publicações consideradas ilícitas em razão do conteúdo. Entre os materiais analisados estavam postagens que chamavam Mauro Mendes de “corrupto e caloteiro” e “ladrão de dinheiro público”, além de associá-lo a uma facção criminosa.

No voto que prevaleceu, o juiz Jean Bezerra fez uma diferenciação entre crítica jornalística e propaganda eleitoral negativa. O magistrado ressaltou que é legítimo à imprensa divulgar investigações, denúncias, documentos, suspeitas e questionamentos.

A situação muda, segundo o entendimento apresentado no julgamento, quando uma publicação transforma uma suspeita ou investigação em afirmação de que determinado crime efetivamente ocorreu, sem acusação formal ou condenação que sustente a afirmação.

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“É legítimo que a imprensa diga que existe investigação, que um adversário fez uma denúncia, que documentos geram dúvidas, que existe suspeita sobre determinado pagamento. Isso é informação e continua protegida mesmo quando incômoda”, afirmou o magistrado, conforme trecho do julgamento.

ATAQUES TAMBÉM ATINGIRAM VIRGINIA

No processo envolvendo Popó Pinheiro, a multa foi fixada em R$ 50 mil. O caso analisou uma série de publicações do quadro denominado “Oi Mauro”, conteúdos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões envolvendo a Oi e postagens direcionadas também à família de Mauro Mendes.

A juíza Juliana Paixão destacou que parte das publicações não teria ficado restrita à atuação pública de Mauro Mendes e teria atingido também Virginia Mendes, relacionando questões de saúde a acontecimentos políticos.

“A abordagem abandonou a crítica à gestão pública e ingressou em aspecto pessoal. Com formulação sensacionalista, a publicação produz desqualificação moral, configurando conteúdo materialmente ilícito”, afirmou a magistrada, conforme trecho reproduzido no julgamento.

O voto registra ainda que os ataques atingiram “não apenas o filiado da Representante, mas também membros de sua família”, por meio de narrativas consideradas sensacionalistas e sem respaldo probatório.

PEDRO TAQUES CHEGA A R$ 85 MIL

Pedro Taques, por sua vez, recebeu nova multa de R$ 15 mil. Como já acumulava R$ 70 mil em penalidades decorrentes de decisões anteriores do colegiado, o ex-governador chega agora a R$ 85 mil em multas, conforme as informações apresentadas nos julgamentos.

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No processo mais recente, foram analisadas três postagens. O relator Raphael de Freitas Arantes entendeu que a linguagem empregada extrapolou os limites do questionamento político.

“Aqui a construção discursiva ultrapassa o mero questionamento. A contraposição entre a afirmação de que dentro de mim não tem ladrão e a imediata referência a Mauro Mendes […] estabelece a associação direta e suficientemente clara”, afirmou o relator.

Uma publicação relacionada à construção do autódromo no Parque Novo Mato Grosso também foi analisada. Segundo o voto, a narrativa teria deixado o campo da simples fiscalização ou do questionamento de um ato administrativo para sugerir a existência de favorecimento ilícito.

As decisões também reforçaram a diferença entre o exercício da crítica política e a utilização de recursos para ampliar artificialmente conteúdos negativos contra adversários, especialmente por meio de impulsionamento pago, prática vedada pela legislação eleitoral nas circunstâncias analisadas.

Com as novas condenações, Antero Paes de Barros, Popó Pinheiro e Pedro Taques receberam R$ 120 mil em multas nos três julgamentos. Somadas as penalidades anteriores de R$ 70 mil atribuídas a Taques, o valor acumulado pelo trio chega a R$ 190 mil.

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