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Programa Vigia Mais MT é tema de audiência pública em Rondonópolis

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Em julho deste ano, Rondonópolis firmou parceria com o Governo no maior programa de segurança pública do estado, o Vigia Mais MT, que prevê a instalação de 15 mil câmeras digitais que comporão a plataforma de vigilância e monitoramento das forças policiais. Como parte do acordo, o município recebeu 690 câmeras digitais para serem instaladas e aguarda a finalização da licitação que vai definir a empresa responsável pela efetivação do projeto eletrotécnico. O andamento do processo para conclusão do projeto no município foi tema de audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quinta-feira (9), requerida pelo deputado Cláudio Ferreira (PL). Um dos principais pontos discutidos foi a demora na instalação das câmeras.

 “Rondonópolis já recebeu os equipamentos e a expectativa é de que a administração municipal se engaje para concluir as instalações e integre o quanto antes essa modernização da segurança pública no estado de Mato Grosso”, defendeu o parlamentar.

Segundo ele, apesar do município já dispor de todo equipamento, ainda não deu início às instalações nem tem uma data definida para realização das licitações para escolha da empresa que fará o servidor eletrotécnico. “Esse é um projeto muito aguardado, mas os moradores ainda não viram o andamento e também têm dúvidas quanto ao funcionamento”, defendeu Ferreira. Segundo ele, “existe um interesse muito grande de entender todo projeto, inclusive sobre a possibilidade da integração do sistema com iniciativas privadas”, concluiu.

A complexidade para estruturação dos pontos, que demandam inclusive a instalação de poste, além da rede elétrica e de dados, são os principais desafios que acarretam na demora do processo, conforme explicou o coordenador do Gabinete de Apoio à Segurança Pública do Município (Gasp), Valdemir Castilho Soares. “A demora faz parte do processo licitatório que não é simples, mas já estamos na última etapa do procedimento da licitação”, explicou Soares. “Ele deve ficar pronto nos próximos quinze dias e vamos partir para a licitação”.

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A estimativa de custo, segundo o coordenador, é de aproximadamente R$ 2,5 milhões. “Com a licitação, a prefeitura espera reduzir esse custo e chegar a uma despesa menos”, adiantou Soares.

Outro ponto de debate foi quanto ao uso e acesso aos arquivos que ficarão nos bancos de imagens. Para a presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial (Acir), Marchiane Fritzen, essa é uma preocupação quanto ao uso correto dos dados e do acesso às informações quando se fizerem necessárias.

As questões referentes ao programa foram respondidas pelo Comandante Regional, Coronel Fernando Augustinho de Oliveira Galindo, que explicou o protocolo. Ele destacou que as câmeras terão monitoramento em tempo real feito pelo Centro Integrado De Operações De Segurança Pública (Ciosp) e as imagens permanecerão armazenadas no sistema pelo período de 10 dias.

Além de serem utilizadas pelas forças de segurança, o sistema de videomonitoramento poderá ser acessado pelo município. “Teremos acesso ao aplicativo do sistema que poderemos usar, por exemplo, para identificar ações de depredações do patrimônio público e para o trânsito”, exemplificou. 

O credenciamento de outros entes junto ao Vigia Mais também foi pauta das discussões. A principal dúvida foi sobre o processo para fazer a requisição. “Qualquer um pode solicitar, mas  todo pedido precisa de um projeto e cumprir o requisito de atender ao interesse público e em benefício da sociedade”, destacou o comandante. As câmeras devem estar em vias públicas e a manutenção é por conta do solicitante.

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Para o representante do Observatório Social de Rondonópolis, Jorge Soares da Silva, o debate foi extremamente produtivo e importante diante da relevância do projeto para modernização da política de segurança pública do município. Ele propôs que seja feita uma nova audiência para debater com abrangência outros assuntos relacionados à segurança e que demanda iniciativas e soluções da administração municipal. “A ideia é discutir demandas e políticas antes que virem um problema urgente”, defendeu.

Ao final dos debates, o deputado Cláudio se comprometeu em marcar uma nova audiência pública  sobre segurança e em acompanhar o andamento do processo de licitação para conclusão do projeto.

“Sabemos que o anseio da população é grande por esse projeto, porque ele representa um avanço para a segurança no município. O cidadão vai se sentir mais seguro e o poder público vai poder dar uma resposta diante dos problemas e dos crimes cometidos”, defendeu o parlamentar.

Vigia Mais MT – Com investimento de R$ 30 milhões, o programa estima chegar aos 141 municípios num sistema integrado de videomonitoramento.  A plataforma permitirá o acesso e a captação de imagens de vigilância e segurança eletrônica, pertencentes a entes públicos ou privados. Ele tem por objetivo fornecer dados às forças policiais para análise e tomada de decisões estratégicas e operacionais. 

Mais de 100 municípios já aderiram ao programa Vigia Mais MT, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, receberam os equipamentos doados pelo estado e estão em fase de implementação do projeto.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Janaína Riva diz que MDB não fará “patrulhamento” sobre aliados em palanques

Candidata ao Senado diz que orientação do MDB é apenas para que integrantes da sigla não peçam votos para candidatos de fora da coligação e defende liberdade para participar de eventos políticos

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) rejeitou a postura adotada pelo PL contra prefeitos e lideranças que participam de palanques considerados adversários dentro da própria aliança. Em declaração nesta quarta-feira (9), a emedebista afirmou que o MDB não pretende adotar o mesmo tipo de controle sobre seus filiados e aliados.

Segundo Janaína, deputados e integrantes do MDB têm liberdade para participar de eventos políticos de diferentes grupos, desde que não façam campanha ou peçam votos para candidatos ao Senado ou ao Governo que estejam fora da coligação. Ela afirmou que não existe, neste momento, qualquer problema interno no partido relacionado à participação dos parlamentares em outros palanques.

“Não houve nenhuma deliberação sobre o assunto. O que nós estamos pedindo a eles é que não façam pedido de voto para candidatos que não estejam na coligação”, declarou.

A posição ganha destaque porque Janaína integra a coligação “Coração da Gente”, formada por MDB, PL, Novo e Federação Renovação Solidária. O grupo tem Wellington Fagundes como candidato ao Governo e José Medeiros como outro nome na disputa pelo Senado. Apesar disso, Janaína afirmou que não pretende pedir votos para Medeiros, uma vez que também disputa uma das vagas ao Senado.

A declaração ocorre em meio a uma crise interna no PL. Nas últimas semanas, prefeitos filiados à legenda passaram a enfrentar pressão após manifestarem apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

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Entre os gestores que declararam apoio a Pivetta estão Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. A direção estadual do PL abriu procedimentos por infidelidade partidária contra prefeitos que apoiaram o republicano, com possibilidade de expulsão. Em alguns municípios, aliados dos gestores também perderam espaço nas estruturas partidárias locais.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, chegou a afirmar que os casos estavam sob análise jurídica.

Janaína, por sua vez, disse que o MDB não pretende exercer esse tipo de controle sobre seus quadros. Questionada sobre uma eventual liberação formal para que integrantes do partido participem de diferentes palanques, afirmou que não houve necessidade de uma autorização específica.

A emedebista também lembrou que ela própria já participou de eventos políticos ao lado de diferentes candidatos. Segundo Janaína, não seria coerente exigir dos deputados do partido uma postura diferente.

“Estar em palanques diferentes, como disse aqui agora há pouco, eu mesma já estive em vários palanques. Não tem como eu exigir o contrário dos meus deputados como presidente”, afirmou.

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A própria candidata também se tornou alvo de críticas dentro do PL após aparecer em eventos ao lado de outros candidatos ao Senado. Janaína negou ter pedido votos para Carlos Fávaro (PSD) e afirmou que já esteve em palanques com Pedro Taques, Mauro Mendes e o próprio Fávaro.

“Vocês não vão encontrar meu pedido de voto para nenhum outro candidato a senador que não seja eu mesma. Obviamente que estarei em vários palanques. Eu trato todos com respeito”, disse.

Janaína atribuiu parte das críticas à disputa pelas duas vagas ao Senado. Para ela, o cenário eleitoral faz com que candidatos passem a enxergar uns aos outros como adversários prioritários.

“É uma eleição de dois votos, então existe hoje contra mim um movimento de vários candidatos a senador que acham que sou a adversária a ser combatida”, afirmou.

Enquanto o MDB adota um discurso de maior liberdade para seus integrantes, o PL enfrenta uma disputa interna provocada pelo apoio de parte de seus prefeitos à candidatura de Pivetta. A divergência expõe as dificuldades dos partidos em manter unidade política em um cenário no qual alianças locais e interesses eleitorais nem sempre acompanham as orientações das direções estaduais.

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