FOCO NA POPULAÇÃO

Pivetta afirma que reduziu efetivo de sua segurança pessoal e defende policiais nas ruas – veja o video

Governador destaca ações para reforçar a segurança e proteger a população

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O governador Otaviano Pivetta afirmou, nesta quarta-feira (12.8), durante entrevista ao Jornal Notícia de Frente, que reduziu, desde o início da gestão, o número de policiais empregados em sua segurança pessoal. Para ele, os agentes devem estar onde está a população.

“Eu determinei que mantivesse na minha segurança o mínimo de pessoas possíveis. Para mim, policial tem que estar onde o povo está, não é onde estão os governantes, onde estão os poderes estabelecidos. Tem muitos policiais no Centro Político Administrativo (CPA) que precisam ir para a base. Eu estou dando o exemplo e vou cobrar para que se faça isso”, afirmou.

Desde abril, Pivetta designou uma sargento da Polícia Militar para o cargo de secretária-chefe do Gabinete Militar, responsável por organizar a segurança do governador.

Ao tratar das ações de segurança no Estado, Pivetta destacou que o trabalho policial precisa ser combinado com investimentos em tecnologia, inteligência e prevenção. Mato Grosso conta atualmente com cerca de 11.200 agentes de segurança.

“O território é imenso e a densidade é muito baixa. Vamos combater o crime com tecnologia, investimento em armamento, com câmeras do Vigia Mais, inteligência artificial, trabalho de prevenção nas escolas e com os esforços utilizados pela nossa polícia, e não apenas contratando pessoal”, pontuou.

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O governador também citou as ações específicas de proteção às mulheres, como parte das políticas de prevenção e combate à violência.

“Nós temos políticas públicas muito bem definidas para as mulheres. Temos qualificação, o programa de 60 mil casas, com 10% destinadas a mulheres vulneráveis, e uma Secretaria de Gabinete da Mulher, que atua transversalmente para aportar políticas públicas para os municípios. Temos também as delegacias para as mulheres na repressão. O Brasil sofre desse drama humano que é o feminicídio. Estamos no caminho para vencer”, afirmou.

Pivetta destacou ainda a ampliação das estruturas de atendimento e a atuação das equipes especializadas.

“Vamos ampliar as delegacias 24 horas. Já temos 50 Patrulhas Maria da Penha rodando. As políticas públicas para as mulheres o Estado já está implementando. Nada que nos deixe satisfeitos, mas o Estado está com foco total nisso”, declarou.

Veja o video 

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POLÍTICA MT

Pivetta cobra Wellington após promessa de renúncia: “Vai renunciar ou mentiu de novo?”  

Governador leva para a reta final da campanha registros de incentivos fiscais concedidos a empresa ligada ao filho do senador; Wellington havia declarado que deixaria a disputa caso fosse comprovado benefício envolvendo familiares diretos

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A política de incentivos fiscais voltou ao centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso às vésperas do debate da TV Centro América. O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), passou a cobrar publicamente Wellington Fagundes (PL) depois que reportagens apontaram benefícios tributários concedidos a empresas com vínculos empresariais com um dos filhos do senador.

Antes do debate, Pivetta publicou nas redes sociais uma provocação ao adversário: “Será que o Wellington vai anunciar a renúncia dele no debate daqui a pouco ou mentiu de novo?”

A cobrança faz referência a uma declaração dada por Wellington no domingo (28). Questionado sobre incentivos fiscais, o senador afirmou que ele, a esposa e os filhos nunca haviam recebido benefício dessa natureza e vinculou sua permanência na disputa à veracidade da afirmação.

“Eu renuncio à minha candidatura se a minha afirmativa não fosse verdade”, declarou Wellington, acrescentando que se referia à sua “família direta”, incluindo mulher e filhos.

O ponto de confronto surgiu com os registros envolvendo a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda. Segundo levantamento baseado em informações da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), a empresa registrou R$ 1.081.177,90 em benefícios fiscais de ICMS entre 2019 e 2025.

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Consulta ao Quadro de Sócios e Administradores citada pelas reportagens aponta que a Zootec tem entre seus integrantes societários a João Antônio Fagundes Participações Ltda., cujo representante é João Antonio Fagundes Neto, filho de Wellington. A empresa tem sede em Rondonópolis e atua principalmente na fabricação de alimentos para animais.

Há, porém, uma distinção importante: os registros apontam benefícios fiscais concedidos à pessoa jurídica vinculada empresarialmente ao filho de Wellington, e não pagamento direto do incentivo à pessoa física de João Antonio Fagundes Neto. Os documentos, por si só, também não demonstram irregularidade na concessão do benefício.

O caso ganha peso político justamente pelo alcance da declaração feita pelo próprio candidato do PL, que mencionou expressamente os filhos ao prometer renunciar caso sua afirmação sobre os incentivos fosse desmentida.

Vice também entrou na discussão

A controvérsia começou a ganhar força quando Wellington foi questionado sobre empresas relacionadas ao candidato a vice-governador de sua chapa, Reinaldo Morais (Novo). Levantamento publicado pelo Olhar Direto aponta pelo menos R$ 96,7 milhões em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025 envolvendo empresas declaradas por Reinaldo à Justiça Eleitoral.

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Wellington sustentou que o caso de seu vice seria diferente porque Reinaldo construiu sua trajetória empresarial antes de ingressar na política e afirmou que sua crítica está relacionada ao eventual uso de influência política para obtenção de benefícios.

O próprio Wellington também vem usando o tema para atacar Pivetta. Em setembro, afirmou que a Natural Pork Alimentos S.A., apontada por ele como historicamente ligada ao governador, acumulou cerca de R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Na ocasião, Wellington igualmente disse que renunciaria caso os dados apresentados por ele não fossem verdadeiros.

Agora, na reta final da eleição, a discussão sobre incentivos fiscais deixa o campo exclusivamente econômico e se transforma em um dos confrontos políticos entre as duas campanhas. Pivetta tenta colocar Wellington diante da promessa pública de renúncia, enquanto Wellington sustenta críticas ao modelo de concessão de benefícios adotado pelo Estado.

Com o debate da TV Centro América, a expectativa é que os dois candidatos sejam novamente confrontados com os números, os vínculos empresariais apontados nos registros e, principalmente, com as declarações que cada um fez publicamente durante a campanha.

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