CENÁRIO ELEITORAL
Otaviano Pivetta minimiza pesquisa e diz que foco agora é gestão, não campanha – Veja entrevista
Vice-governador afirma que levantamentos eleitorais feitos com mais de um ano de antecedência não definem eleição e reforça prioridade no trabalho administrativo
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou tom cauteloso ao comentar os números da mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nos últimos dias, e afirmou que não está focado em disputas eleitorais neste momento.
Em conversa com a imprensa, Pivetta deixou claro que, apesar de reconhecer a importância dos levantamentos, o atual cenário não influencia suas decisões políticas ou administrativas. Segundo ele, pesquisas realizadas com grande antecedência em relação ao período eleitoral retrataram apenas um recorte momentâneo do eleitorado.
“Pesquisa sempre é algo que precisa ser considerada, mas, nesse momento, não estou dando muita bola para isso. O foco agora é o trabalho”, afirmou.
O levantamento citado ouviu 1.502 eleitores em 61 municípios de Mato Grosso, entre os dias 12 e 16 de dezembro, com margem de erro de cerca de 2,6 pontos percentuais. Mesmo com ampla divulgação dos números, Pivetta avaliou que o resultado não representa, necessariamente, a vontade consolidada do eleitor mato-grossense.
Na sondagem estimulada, o senador Wellington Fagundes aparece na liderança, seguido pelo também senador Jayme Campos, enquanto Pivetta surge em terceiro lugar. Ainda assim, o vice-governador reforçou que qualquer leitura mais aprofundada só faz sentido com o início oficial da campanha.
“Essa pesquisa representa as pessoas que foram entrevistadas agora, mais de um ano antes da eleição”, ponderou.
Pivetta também destacou que a prioridade atual é a agenda administrativa do Estado, ressaltando que a discussão eleitoral será tratada apenas no momento adequado, a partir de 2026, quando a campanha estiver oficialmente em curso.
Até lá, segundo ele, o compromisso segue sendo com a gestão pública, a execução de políticas de governo e a continuidade das ações do Executivo estadual.
Veja entrevista
POLÍTICA MT
Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos
Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.
De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.
Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.
Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social
Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.
Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.
Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.
A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.
Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.
O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.
Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.
Fonte: ALMT – MT
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