BASTIDORES DO PODER
Otaviano Pivetta assume o comando do Governo de Mato Grosso até 4 de janeiro
Vice-governador ocupa o Palácio Paiaguás durante afastamento temporário de Mauro Mendes; esta é a 17ª vez que Pivetta assume o Executivo estadual desde 2019
O vice-governador Otaviano Pivetta passou a responder oficialmente pelo comando do Governo de Mato Grosso a partir deste domingo (21), assumindo interinamente o cargo de governador durante o período de afastamento do titular Mauro Mendes.
A nomeação foi formalizada por meio de edição extra do Diário Oficial do Estado, publicada nesta segunda-feira (22), garantindo a continuidade administrativa no Executivo estadual. Pivetta permanecerá como governador em exercício até o dia 4 de janeiro de 2026, quando Mauro Mendes retoma as funções.
A transição ocorre de forma institucional e dentro da normalidade administrativa, com Pivetta assumindo o comando do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual, para despachar e acompanhar as agendas prioritárias do Estado.
Desde o início da atual gestão, em 2019, esta é a 17ª vez que Otaviano Pivetta assume interinamente o Governo de Mato Grosso, consolidando um histórico recorrente de substituições em períodos de licença, viagens oficiais ou compromissos do governador titular.
A alternância temporária no comando do Executivo não altera o ritmo das ações governamentais, mantendo o funcionamento regular da máquina pública e o andamento de projetos estratégicos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico.
O retorno de Mauro Mendes ao cargo está previsto para o início de janeiro, encerrando mais um período de gestão interina no Palácio Paiaguás.
POLÍTICA MT
Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.
Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.
De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.
Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.
De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.
*Prefeitura mantém batalha na Justiça*
A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.
Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.
Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.
“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.
A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.
*Entenda*
O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.
A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.
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