POLÍTICA MT

Obras do trecho da MT-339 entre Glória d’Oeste a Quatro Marcos terão início em 60 dias


Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

O trecho da MT-339, que liga Glória d’Oeste a São José dos Quatro Marcos, será contemplado com obras de pavimentação. O processo para contratação da empresa já está em andamento. O prazo é de até 60 dias para os trabalhos terem início na região. A data foi estipulada após cobrança do deputado Dr. Gimenez (PV), na manhã desta segunda-feira (31), durante reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

“São melhorias que estou buscando desde 2021, porém, sabemos que muitos processos, nesses dois anos de pandemia, ficaram paralisados. Mas as demandas não foram esquecidas. Estou em constante diálogo com o governo, como o desta manhã, em que o Marcelo nos sinalizou para uma resolução às obras do trecho da MT-339 em até 60 dias”, frisou o parlamentar.

Nas tratativas, o deputado também dialogou sobre as obras da MT-175 e 170, que ligam municípios da região oeste. “Essas obras também terão continuidade. Na 175, os trabalhos de manutenção estão sendo realizados; as da 170, devido ao período chuvoso a equipe de obras não consegue executar os serviços, por isso a paralisação temporária. Porém, a equipe continua no local e todos os serviços serão executados”, garantiu Gimenez.

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O deputado reiterou sua luta para garantir que obras como essas sejam realizadas na região. “ São trechos que formam relevantes rotas comerciais entre as cidades da nossa região e, por isso, precisam ser realizadas com urgência. Não vou me furtar de cobrar o governo e vou acompanhar de perto esses trabalhos.  Agradeço a confiança e paciência de toda população da região, que há anos sofre com a falta de infraestrutura nesses trechos”, finalizou Dr. Gimenez.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.

Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.

De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.

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De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.

*Prefeitura mantém batalha na Justiça*

A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.

Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.

Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.

“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.

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A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.

*Entenda*

O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.

A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.

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