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Novo ministro da Infraestrutura confirma vistoria técnica na BR-163 em Mato Grosso


Foto: Ronaldo Mazza

Integrantes do Ministério da Infraestrutura e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) devem vistoriar parte da rodovia federal BR-163, no trecho que compreende a ligação dos estados de Mato Grosso e Pará.

A agenda oficial foi confirmada pelo deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), na sexta-feira (1º), em Brasília, durante a assinatura do contrato de concessão firmado entre o governo federal e a Via Brasil BR-163 Concessionárias de Rodovias S.A, para o qual estão previstos R$ 1,76 bilhão em investimentos pelos próximos 10 anos.

“Estou confiante de que muito em breve, colocaremos um ponto final no drama que se tornou a concessão da BR-163”, observou Dal Molin enquanto desejava boas-vindas ao recém-empossado ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Engenheiro civil e servidor público de carreira, Marcelo Sampaio se torna o mais jovem ministro da Infraestrutura da história brasileira. Braço direito do agora ex-ministro Tarciso de Freitas, Marcelo Sampaio ocupava desde 2019 o cargo de secretário-executivo do Minfra o que lhe garantiu vasta experiência em infraestrutura e logística.

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“Depois de analisar o relatório que comprova o aumento de mortes na rodovia, ele [ministro] sinalizou positivamente para a possibilidade de decretação de calamidade pública”, disse o parlamentar mato-grossense.

“A BR-163 foi um dos principais projetos do Minfra desde 2019. Foi feita uma promessa que iríamos pavimentar a rodovia, e fechamos os pouco mais de 50 quilômetros que faltavam para concluir. A pavimentação colocou, de forma inédita, o Brasil e os nossos produtores do Centro-Oeste brasileiro mais competitivos do que os produtores do meio oeste americano”, pontuou Marcelo Sampaio.

Sem definir uma data, o novo ministro revelou que pretende visitar Mato Grosso nas próximas semanas.

Projeto

Por 10 anos, a concessionária será a responsável pela prestação do serviço público de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade das rodovias BR-163/230/MT/PA. O contrato poderá ser prorrogado por mais dois anos.

O projeto prevê obras nos trechos: trecho da Rodovia BR-163/MT, entre a divisa PA/MT ao entroncamento MT-220, no município de Sinop; trecho da Rodovia BR-163/PA, entre a BR-230/PA e a divisa PA/MT; trecho da Rodovia BR-230/PA, no encontro da Rodovia BR-163/PA e a travessia do Rio Tapajós.

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As principais melhorias promovidas deverão ocorrer até o 5º ano da concessão, incluindo 42,87 km de faixas adicionais, 30,24 km de vias marginais, acessos definitivos aos terminais portuários de Miritituba, Santarenzinho e Itapacurá, oito novos dispositivos de interconexão em desnível, sete passarelas de pedestres, implantação de 340 quilômetros de acostamentos, entre outros.

Além do atendimento ao usuário da via com Centro de Controle de Operações (CCO) e Bases do Serviço Operacional (BSO) para apoio das equipes de atendimento médico de emergência, atendimento mecânico e atendimento aos demais incidentes na via, o projeto de concessão tem uma série de inovações como: desconto de 5% para usuários de dispositivos de pagamento eletrônico e pontos de parada para caminhoneiros.

*Com informações: Ministério da Infraestrutura 

Fonte: ALMT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar o modus operandi dos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

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“Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

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Operação Espelho – Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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