TOMOU REMÉDIO VENCIDO
Mauro detona WF: “Quer barrar obras e é contra declarar facções como terroristas”
Ex-governador reagiu à promessa do senador de paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso
O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, rebateu as declarações do senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo do Estado, que prometeu paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso caso vença as eleições. Wellington afirmou que redirecionaria os recursos para a construção de casas populares.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, nesta quarta-feira (10.06), Mauro lembrou que Wellington tem colecionado declarações contrárias ao que o povo mato-grossense espera de seus representantes.
“Poucos dias atrás eu vi o senhor [Wellington] falando que era um perigo declarar as facções criminosas como terroristas. O senhor está fazendo um esforço enorme para parecer um candidato de direita e vem com um discurso alinhado com a esquerda e com o presidente Lula. Acho que o senhor está tomando remédio vencido”, afirmou.
De acordo com o ex-governador, o Parque Novo Mato Grosso tem mais de 70% das obras concluídas e já recebeu mais de 500 mil pessoas em eventos. O complexo sediou a primeira prova noturna da Stock Car do Brasil, circuitos brasileiros de futevôlei, vôlei de praia, motocross, o Campeonato Brasileiro de Skate e, neste final de semana, recebe a Fórmula Truck.
“O Parque Novo Mato Grosso vai custar menos do que a Arena Pantanal e não dá nem pra comparar a quantidade de eventos e o público que teremos lá. Agora, porque será que o Wellington nunca criticou nada daquele período em que a corrupção dominava o estado de Mato Grosso, com esquemas que foram confessados por agentes públicos do grupo político dele?”, questionou.
Mauro citou as demais obras de lazer e turismo em execução no estado e colocou em dúvida se Wellington pretende paralisar todas elas também.
“Se quer paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso porque é contra, então vai querer paralisar todas as outras obras da mesma natureza, como as orlas de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Cáceres, São Félix do Araguaia, Luciara e Barra do Bugres, entre outras que o Governo está fazendo”, registrou.
Mendes pontuou que as declarações de Wellington mostram que o senador é contra o acesso das pessoas mais simples ao direito de lazer, que é garantido na Constituição.
“Esse senador já viajou o mundo todo com o seu dinheiro, mas não quer que você e sua família possam ter acesso a se divertir em um parque público. Você acha que as pessoas mais humildes ou de menor condição financeira não têm direito de ir com seus filhos a um lugar bonito, assistir a uma corrida da Stock Car, de motocross, ver um campeonato brasileiro de skate ou de bicicross, assistir a um show nacional e várias outras atrações e tudo isso de graça? Eu acho que as famílias têm esse direito, mas o senhor [Wellington] pelo jeito acha que não”, criticou.
Mauro também rebateu a afirmação de Wellington de que o Governo do Estado não estaria investindo “nada” em habitação.
“O programa Ser Família Habitação viabilizou a compra da casa própria a mais de 40 mil famílias. O atual governador Otaviano Pivetta já anunciou a meta de 60 mil unidades para os próximos anos. É o maior investimento da história em habitação”.
Mendes destacou que fazer obras para o lazer da população não inviabiliza a construção de casas populares.
“Não vamos precisar parar nenhuma obra iniciada. É só saber administrar, cuidar bem do dinheiro público, coisa que o Wellington não entende nada. Foi assim que entregamos 3 novos hospitais e estamos finalizando mais 4, centenas de escolas novas, 7.000 km de asfalto nas rodovias e mais 3.000 km de asfalto dentro das cidades”.
“Espero que Deus ilumine nossa população para que, nestas eleições, políticos com esse pensamento — de parar obras e ser contra declarar facções como terroristas — não sejam eleitos”, concluiu.
POLÍTICA MT
Cattani critica proposta de restringir biomassa nativa e diz que medida pode prejudicar setor florestal
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou, durante a sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a possibilidade de o governo do estado restringir o uso de biomassa de origem nativa para abastecimento de indústrias. Segundo o parlamentar, a medida pode prejudicar o setor florestal e gerar impactos negativos para produtores rurais, madeireiras e áreas de manejo sustentável.
Ao comentar o incentivo ao uso de biomassa proveniente exclusivamente de florestas plantadas em novos empreendimentos industriais, Cattani afirmou ser favorável ao reflorestamento, mas contrário a qualquer iniciativa que enfraqueça atividades já consolidadas no estado. “Eu acredito que nós possamos e devemos sim, ter as florestas plantadas. O reflorestamento tem que ser incentivado pelo Estado. Mas nós não podemos, de forma nenhuma, acabar com um setor para promover o outro”, afirmou.
O deputado também destacou a importância do manejo florestal sustentável e afirmou que a atividade contribui para a conservação ambiental. “Se você entra numa área de manejo, percebe que nunca o meio ambiente é agredido quando se trata do manejo florestal. Pelo contrário, o meio ambiente é promovido pelo manejo florestal”, declarou.
Cattani demonstrou preocupação com os impactos que uma eventual restrição poderia causar ao setor e aos produtores rurais que realizam a abertura legal de áreas previstas na legislação.
“Uma pessoa comprou uma área de mata hoje e tem direito, pela nossa legislação, de abrir 20% em área de floresta. Esse cidadão pode não fazer isso agora, porque está pagando a terra e vai fazer daqui dez anos. Será que daqui dez anos ele será impedido de abrir esses 20%? E quando abrir, vai jogar fora toda a biomassa que colocou no chão?”, questionou.
Durante o discurso, o parlamentar também citou o aproveitamento dos resíduos gerados pelas serrarias e alertou para o que considera um possível retrocesso ambiental. “Será que o resíduo das serrarias vai ter que voltar a ser queimado para gerar carbono? Será que nós vamos fazer um retrocesso desse tamanho na questão florestal do nosso estado?”, indagou.
O debate ocorre em meio às discussões sobre o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual para regulamentar o uso da biomassa e garantir o abastecimento da indústria.
Gilberto Cattani afirmou que acompanhará o tema e avisou que a Assembleia Legislativa poderá reagir caso alguma medida chegue ao Parlamento prejudicando o setor. “Eu não acredito que o governador vai levar isso adiante, mas quero deixar bem claro, se um decreto do Governo do Estado chegar a esta Casa, com certeza, no mesmo instante, teremos um decreto legislativo para sustá-lo, porque não podemos deixar perecer um setor tão importante, que é o setor agroflorestal do nosso estado”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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