POLÍTICA MT

Mais de 100 personalidades são homenageadas em sessão especial

Na noite de quarta-feira (6), foram homenageadas 101 pessoas em sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa por requerimento do deputado estadual Adenilson Rocha (PSDB). O parlamentar fez a entrega de comendas e medalhas, além de títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos a personalidade de Sinop e outras cidades da região norte. 

A Medalha Lenine Póvoas de Honra ao Mérito Cultural foi entregue a Cicero Moraes, referência internacional no campo da reconstrução facial forense. “É uma honra muito grande, fico muito feliz. Eu nasci em Santa Catarina, mas estou há tanto tempo aqui em Mato Grosso que eu me considero mato-grossense. Espero que isso instigue outras pessoas a buscarem também esse nicho, a computação gráfica”, afirmou o designer, que está no Guinness Book 2022 após fazer a primeira prótese para jabuti. Ele contou ter começado na área de maneira autodidata e se inspirar em Marechal Rondon.

Entre as 26 pessoas agraciadas com o título de cidadão mato-grossense, está o empresário e comunicador Gelson Pandolfo. Natural do Rio Grande do Sul, ele está há 25 anos em Mato Grosso. “Esse estado é um estado próspero, um estado que acolhe todas as pessoas que vêm pra cá. Com certeza quem vem pra cá tem tudo pra se dar bem, ter uma vida bacana, construir sua família, construir uma história dentro do estado do Mato Grosso, que é um estado pujante”, elogiou. 

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Já a advogada e professora universitária Cintia Belini é uma das 71 personalidades que receberam moção de aplausos. Ela destacou a importância do ensino. “A gente planta uma semente de conhecimento e a gente sabe que isso vai frutificar no seu tempo e a sociedade melhora, as famílias melhoram, o lugar que a gente vive fica melhor. Estou lisonjeada de ter essa moção de aplausos por todo o serviço de lecionar, de advogar e saber que realmente tem feito a diferença aquilo que eu faço na vida das pessoas”, disse.

Foto: Ronaldo Mazza

A entrega da Comenda Filinto Müller, a mais alta honraria concedida pela ALMT, destinada ao político Nilson Leitão, foi feita a um representante. Além disso, foi aprovada, por proposição do deputado Adenilson Rocha, a Comenda Desbravador Migrante Norberto Schwantes ao empresário Edilson Pissinati Macedo e o Prêmio Estadual de Direitos Humanos Padre José Ten Cate para Antônia Santana da Silva, voluntária com extensos serviços prestados em Sinop. 

O parlamentar afirmou estar satisfeito com a entrega de honrarias para pessoas que fazem parte da história da região do estado. “Nós temos que entender que aquela região é tão importante para o estado de Mato Grosso, a gente precisa valorizar essas pessoas que chegaram lá há muito tempo, que quando chegou lá que não tinha nada. São cidades que foram desbravadas por pessoas que entregaram a sua vida para aquela região”, defendeu Rocha.

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Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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