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Lei do Parto Adequado é promulgada em MT e garante direito de escolha à gestante no SUS

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promulgou, na tarde desta quarta-feira(13), a Lei nº 13.010/2025, conhecida como Lei do Parto Adequado, de autoria da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e coautoria dos deputados Marildes Ferreira e Thiago Silva. A decisão ocorreu após o governador Mauro Mendes (União) ultrapassar o prazo de 15 dias para sanção ou veto sem qualquer manifestação, o que, conforme o Regimento Interno da ALMT, autoriza o Legislativo a concluir o processo legislativo.

A lei garante às gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o direito de optar pelo parto normal ou pela cesariana, desde que haja indicação médica, reforçando a autonomia da mulher na escolha do procedimento. O texto também prevê que as unidades de saúde, públicas ou conveniadas, assegurem informações claras sobre os riscos e benefícios de cada tipo de parto e que a decisão seja registrada no prontuário da paciente.

Segundo Janaina, a medida busca reduzir a mortalidade materna e neonatal, especialmente em casos de trabalhos de parto prolongados. “Esse projeto não inibe o fato de que o médico tem que dizer que essa mulher está preparada para ter uma cesariana ou um parto normal. O que se está abrindo é a possibilidade de a mulher optar pela cesariana ou analgesia no momento de muita dor ou em situações em que ela já está há quatro ou cinco dias em trabalho de parto, com risco de sofrimento fetal. É uma forma de dar mais segurança, diminuir a mortalidade de bebês e também de mães”, explicou.

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A deputada também ressaltou que a efetividade da lei depende de orçamento adequado para que os municípios e hospitais que atendem pelo SUS, inclusive os filantrópicos, consigam ofertar a opção de parto em todo o estado. “Algumas cidades talvez precisem criar mecanismos, via consórcios de saúde, para oferecer a cesariana. Os deputados da comissão de saúde da Assembleia incumbidos de construir formas para que a lei funcione”, disse.

Janaina citou experiências de estados como São Paulo e Paraná, onde legislações semelhantes já foram aplicadas, resultando em aumento de cerca de 15% nos partos cesarianos. Mesmo assim, segundo ela, ainda há muitas reclamações de mulheres que não conseguem exercer o direito de escolha.

Ela também destacou o papel da presidência da Assembleia, por meio do presidente Max Russi, na promulgação da medida. “Fico muito feliz de ver o empenho do presidente Max, que abraçou a causa e decidiu promulgar a lei. Agora, a luta é trabalhar o orçamento para que as prefeituras possam atender as mulheres, da capital ao interior”, concluiu.

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A nova legislação garante às gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o direito de optar pelo parto normal ou pela cesariana, desde que não haja contraindicação médica fundamentada. A escolha deve ser registrada em prontuário e, no caso da cesariana, só poderá ocorrer a partir da 39ª semana de gestação, com recomendação médica e após orientação sobre riscos e benefícios.

Além disso, a lei assegura acompanhante de livre escolha durante todo o processo — trabalho de parto, parto e pós-parto imediato — conforme previsto na Lei Federal nº 11.108/2005; informação e autonomia, já que as gestantes deverão receber, no pré-natal, orientações sobre os diferentes tipos de parto, respeitando seu direito de decisão e estrutura adequada – os estabelecimentos de saúde deverão garantir condições e equipes para realizar cesarianas, inclusive em cidades menores, podendo recorrer a consórcios intermunicipais.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Pivetta afirma estar “sempre indignado” com velha política em MT

Governador citou que gestões anteriores causaram “apagão” no Governo do Estado devido à corrupção e incompetência

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (14) afirmou não perder a “capacidade de se indignar” contra membros da velha política em Mato Grosso.

Pivetta fez essa declaração durante diálogo com membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Cuiabá. Eles organizaram o encontro para conhecer as propostas dos candidatos ao governo sobre o setor e apresentar suas sugestões de políticas públicas.

Na ocasião, o governador disse estar “sempre indignado” com políticos que, mesmo constatando as falhas e pendências, não atuam para otimizar as condições estaduais.

“Me considero um político jovem, porque sempre estou indignado. Sou um de vocês do lado de cá. Todo dia, lutamos para domar essa burocracia. É uma luta para defender o orçamento, segurar o caixa e tornar investimento. É uma briga. A velha política, não necessariamente, é feita por políticos da terceira idade. Tem jovens políticos jogando o jogo da velha política como nunca aconteceu neste estado. Fazendo o que é mais abominável”, relatou.

Pivetta relatou que, antes de compor o comando do governo estadual, as finanças públicas estavam irregulares e não permitiam investimentos. Ele acrescentou que, atualmente, Mato Grosso é uma potência e mais melhorias podem ser feitas.

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“Me apresento como um político experiente que não perde a capacidade de se indignar. Sei que o setor público pode ser muito melhor, mas fizemos o que foi possível. Nos surpreendemos com a potência que é Mato Grosso. No ano passado, por exemplo, arrecadamos R$ 26 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Um estado que, até chegarmos, não tinha capacidade de pagar salários. Atrasava fornecedores, não honrava compromissos e não tinha crédito para nada”, lembrou.

Por fim, o governador considerou que Mato Grosso enfrentou um “apagão” logístico devido à corrupção de gestões anteriores. Ele alertou sobre o perigo que a chamada velha política representa à gestão pública.

“Eu assisti e participei ali nesses quase oito anos. Não é por acaso que nós tivemos um apagão de oito anos, um governo corrupto e depois um incompetente. Isso não é por acaso. A coisa mais comum que tem é acontecer isso, porque, infelizmente, a omissão dos bons abre espaço para esses jovens da política que fazem a mais velha política possível”, completou.

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