POLÍTICA MT
João Batista volta a visitar baías de Siá Mariana e Chacororé e acompanha fim da limpeza de corixos
Foto: BRUNO BARRETO / Assessoria de Gabinete
O deputado estadual João Batista do Sindspen (PP), na tarde de terça-feira (19), esteve na região ribeirinha do município de Barão de Melgaço (110 km de Cuiabá), para acompanhar a finalização da limpeza dos corixos que ligam as baías de Siá Mariana e Chacororé. O parlamentar já tinha ido à região no dia 22 de março, quando firmou o compromisso com a comunidade de pescadores oferecendo o apoio logístico necessário para a realização do trabalho.
Batista explicou que foi procurado pelo vereador Professor Dedé (Pros), que ao lado dos pescadores, “ombrearam a missão” da limpeza do canal que liga ambas as baías.
“O vereador Dedé é o nosso principal parceiro aqui na região de Barão, fico muito feliz em ver que nossa ação teve um impacto direto na vida da população ribeirinha que tira do Rio Cuiabá o seu sustento”, afirmou o deputado.
O fechamento dos corixos, como explica o Professor Dedé, é necessário “de tempos em tempos”, entretanto, é uma ação que precisa ser coordenada no período correto, caso o contrário a “janela” para se realizar este trabalho se fecha, causando prejuízos ambientais irreparáveis para população ribeirinha.
“O fechamento dos corixos, seja por falta de manutenção ou pela ação do homem, resulta no interrompimento do curso natural da água, o que evita a migração natural dos peixes e traz muitos prejuízos ao meio ambiente. Realizamos esta ação de limpeza graças ao auxílio logístico do deputado João Batista, que nos forneceu o combustível necessário. A mão de obra ficou toda por nossa conta, um trabalho comunitário que só foi possível graças a união de todos”, explicou o vereador.
POLÍTICA MT
CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.
O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).
O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.
“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.
Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.
A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.
Serviço
Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde
Data: 17 de junho de 2026
Horário: 14h
Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Fonte: ALMT – MT
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