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João Batista vai à AGER buscar solução sobre linha intermunicipal para Alto Paraguai


Foto: FERNANDA BORRALHO / ASSESSORIA DE GABINETE

Atendendo a uma reivindicação da população do município de Alto Paraguai (198 km de Cuiabá), o deputado estadual João Batista do Sindspen (PROS), na tarde de quarta-feira (23), esteve na Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER), na capital, onde realizou uma reunião com o diretor de transporte e rodovia, Paulo Henrique Monteiro, e com o proprietário da empresa Viação Juína, Eduardo Machado. A reunião solicitada pelo deputado, teve como objetivo buscar soluções sobre o problema enfrentado pelo município do médio norte, que não conta com uma linha intermunicipal direta, trazendo prejuízos aos cidadãos que necessitam do transporte público.

A iniciativa, como explicou João Batista, partiu do empresário Robson dos Reis, que reside em Cuiabá, mas viaja periodicamente a Alto Paraguai, enfrentando as barreiras logísticas do transporte intermunicipal. “O município de Alto Paraguai sofre com a falta do transporte público intermunicipal, e o nosso objetivo hoje foi buscar informações sobre as linhas regulares da região”, disse o deputado.

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Ao fim da reunião, o deputado avaliou o encontro como “positivo”, afirmando que a AGER irá entrar em contato com as empresas responsáveis pela rota em questão, apresentando uma solução definitiva que não traga prejuízos para ambas as partes. 

“A AGER já nos antecipou que irá estudar uma alternativa junto ao município para solucionar o problema, buscando uma melhor alternativa para atender a população. De forma antecipada, a alternativa para introduzir o município em um dos itinerários, foi colocada como opção, vamos agora aguardar o desfecho destas tratativas e aguardar um retorno”, afirmou.

Para o empresário Robson dos Reis, as soluções apresentadas durante a reunião “já são um avanço”. “Estamos reivindicando que as empresas de transporte atendam nosso município em pelo menos dois horários, mas se conseguirmos ao menos um dos horários, já considero um grande avanço. Hoje a população que precisa ir para Alto Paraguai e outras cidades vizinhas, precisam contratar carros particulares, é um custo que muitos ali não dispõem e que traz muitos prejuízos”, explicou Robson.

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Fonte: ALMT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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