RACHA NA COLIGAÇÃO

Janaína vai ao TRE contra o PL e acusa partido de privilegiar Medeiros no horário eleitoral

Candidata do MDB ao Senado contesta divisão das inserções de TV, afirma que decisão favorece José Medeiros e pede à Justiça Eleitoral redistribuição igualitária do tempo entre os dois candidatos

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A disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado ganhou um novo capítulo dentro da própria coligação formada por PL e MDB. A candidata Janaína Riva (MDB) ingressou nesta quarta-feira (26) com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) contra o PL, questionando a divisão do tempo destinado às inserções da propaganda eleitoral na televisão.

Na ação, Janaína sustenta que o critério adotado pelo PL beneficiou o candidato José Medeiros (PL), seu companheiro de chapa na disputa pelo Senado, em detrimento de sua candidatura.

A divergência expõe um problema interno justamente no início da campanha eleitoral. Apesar de PL e MDB integrarem a mesma coligação, os dois partidos agora travam uma disputa na Justiça Eleitoral sobre a distribuição de um dos principais ativos das campanhas: o tempo de propaganda na televisão.

Segundo a representação apresentada por Janaína, a proposta era que fossem inicialmente considerados os tempos correspondentes à participação de PL e MDB na composição da coligação. Posteriormente, o tempo acrescentado pelas demais legendas deveria ser dividido de maneira igualitária entre as duas candidaturas ao Senado.

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A candidata do MDB afirma, porém, que esse não foi o resultado da divisão apresentada.

67% PARA MEDEIROS

Conforme os números apresentados na representação, o tempo total destinado às candidaturas ao Senado seria de aproximadamente 1 minuto e 52 segundos. Desse montante, cerca de 1 minuto e 12 segundos ficaria com José Medeiros, enquanto Janaína teria pouco mais de 30 segundos.

Em termos percentuais, segundo a ação, Medeiros ficaria com aproximadamente 67% do tempo disponível, contra cerca de 27% destinados à campanha de Janaína.

A candidata considera a divisão desproporcional e afirma que o modelo foi definido unilateralmente pelo PL. Segundo ela, o partido já havia sido notificado anteriormente para que houvesse uma divisão igualitária, mas a solicitação não teria sido atendida.

A divergência saiu, portanto, do campo das negociações internas da coligação e chegou oficialmente à Justiça Eleitoral.

JANAÍNA PEDE REDISTRIBUIÇÃO

Na representação, Janaína pede que o TRE-MT determine, em caráter liminar, a redistribuição igualitária do tempo de televisão entre as duas candidaturas ao Senado da coligação.

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A candidata também requer, no julgamento definitivo, que a representação seja considerada procedente.

O processo foi distribuído à juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Até o momento retratado na representação, ainda não havia decisão sobre o pedido.

DISPUTA INTERNA

O episódio coloca em evidência uma disputa entre aliados que concorrem simultaneamente às duas cadeiras de Mato Grosso no Senado. Embora estejam formalmente no mesmo bloco eleitoral, Janaína e Medeiros precisam conquistar votos individualmente, o que aumenta a importância da exposição de cada candidatura durante a propaganda eleitoral.

A judicialização da divisão do horário eleitoral também adiciona mais um componente de tensão à relação entre MDB e PL durante a campanha de 2026.

Agora, caberá ao TRE-MT analisar se o critério utilizado para distribuir as inserções respeitou as regras eleitorais e os acordos da coligação.

Enquanto a Justiça não decide, a disputa pelo tempo de televisão escancara uma divergência interna entre PL e MDB e transforma dois candidatos formalmente aliados em adversários também pela maior exposição no horário eleitoral.

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POLÍTICA MT

Debandada: Prefeitos do PL, MDB, PSB e PRD declaram apoio a Pivetta e ampliam racha nas bases de Wellington, Janaína e Fávaro

Adesões de gestores de partidos adversários reforçam frente municipalista do governador e expõem dissidências nas siglas ligadas aos grupos de Wellington Fagundes, Janaína Riva e Carlos Fávaro nas eleições de 2026

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O governador Otaviano Pivetta (republicanos) ampliou o arco de apoios à sua candidatura à reeleição com a adesão de prefeitos eleitos por partidos que estão fora de sua aliança eleitoral, em um movimento que atravessa fronteiras partidárias e alcança siglas ligadas a seus adversários na disputa de 2026.

Ao todo, 17 prefeitos de diferentes regiões de Mato Grosso gravaram vídeos manifestando apoio a Pivetta. O grupo reúne gestores do PL, MDB, PSB e PRD, além de prefeitos pertencentes a partidos que já integram a coligação governista.

As adesões ocorrem poucos dias depois de uma demonstração ainda maior de força municipalista. Na semana passada, 133 prefeitos assinaram uma carta declarando apoio à reeleição de Pivetta, consolidando uma articulação que alcança a maioria dos municípios mato-grossenses.

O movimento ganha peso eleitoral porque atinge partidos vinculados diretamente a outros projetos políticos no Estado. No PL, legenda de Wellington Fagundes, no MDB, de Janaína Riva, e em partidos relacionados ao grupo político de Carlos Fávaro, as manifestações evidenciam que parte das lideranças municipais está optando por caminhar com Pivetta.

Entre os gestores ligados ao PL está Emerson Sabatine, prefeito de Itanhangá. Também aparece Edilson Antônio Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis, que recentemente deixou a legenda.

APOIO AVANÇA SOBRE O MDB

No MDB, cinco prefeitos entraram no movimento de apoio a Pivetta: João Filho Marques Rodrigues, de General Carneiro; Mariano Kolankiewicz Filho, de Água Boa; Volmir Bassani, de Santa Rita do Trivelato; Vanderlei Antônio de Abreu, de Porto dos Gaúchos; e Jacob André Bringsken, de Vila Bela da Santíssima Trindade.

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As adesões atingem uma legenda que tem em Janaína Riva uma de suas principais lideranças estaduais, evidenciando que o alinhamento partidário no plano estadual não necessariamente está sendo acompanhado pelas bases municipais.

Pelo PSB, declararam apoio Reginaldo Martins Del Colle, o Narizinho, de Nova Nazaré; Júnior Contador, de Novo Santo Antônio; e José Pereira Maranhão, o Zé Maranhão, de Alto Boa Vista.

O prefeito de Juara, Valdinei Holanda Moraes, o Nei da Farmácia, eleito pelo PRD, também aderiu ao grupo de Pivetta.

APOIOS ESPALHADOS PELO ESTADO

Outro componente importante da movimentação é sua distribuição territorial. Os apoios alcançam diferentes regiões de Mato Grosso, passando pelo Araguaia, Norte, Noroeste, Oeste e Médio-Norte, ampliando a capilaridade eleitoral da candidatura governista.

Também participaram da manifestação prefeitos de partidos que já fazem parte da aliança de Pivetta, entre eles Jadilson Alves, de Curvelândia; Marilda Sperandio, de Alto Taquari; Vilson Biguelini, de Canarana; Valdemar Gamba, o Chico Gamba, de Alta Floresta; João Rogério de Souza, de Nova Bandeirantes; e Eder Marquis, de Arenápolis.

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RACHA NAS BASES

Politicamente, a sequência de adesões reforça uma estratégia que vem ganhando espaço na campanha: transformar a força municipalista em um dos principais pilares eleitorais de Pivetta em 2026.

No caso do PL, a situação ganha importância adicional porque Wellington Fagundes disputa diretamente o Governo do Estado. A presença de prefeitos ligados à legenda no palanque de Pivetta sinaliza uma divisão interna e dificulta a tentativa de Wellington de manter o partido integralmente alinhado nos municípios.

No MDB, as adesões também atingem a base partidária de Janaína Riva. Já as manifestações vindas de outras siglas de oposição ampliam o movimento de prefeitos que deixam de seguir exclusivamente a orientação partidária para aderir ao projeto de continuidade do atual governo.

Com 133 prefeitos signatários de uma carta de apoio e novas manifestações públicas de gestores de partidos adversários, Pivetta chega à campanha buscando demonstrar que sua articulação municipal ultrapassa sua própria coligação.

A movimentação expõe fissuras nas bases de Wellington, Janaína e Fávaro e fortalece a estratégia de Pivetta de construir uma frente eleitoral sustentada pelos municípios, transformando prefeitos e lideranças locais em peças centrais da disputa pelo Palácio Paiaguás.

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