POLÍTICA MT
Hospitais Filantrópicos não recebem repasses Incentivos fiscais há sete meses
Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) encaminhou ofício à Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES), no dia 27 de janeiro, questionando o motivo pelo qual a a Lei n 11.487/2021, em vigor há cerca de sete meses, não estar sendo cumprida. A matéria estabelece 80% do repasse de incentivos fiscais ao Fundo Estadual de Saúde (FES) e 20% para o Fundo de Apoio às Ações Sociais de Mato Grosso (FUS). A Lei 11.487/21 alterou a Lei n 10.709/2018 que dispunha sobre o repasse ao antigo Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef) para atender as instituições filantrópicas.
A lei vigente contou com a aprovação do parlamentar, juntamente com outros 19 deputados estaduais, com dois votos contrários e duas abstenções, em julho de 2021, sendo sancionada pelo Poder Executivo Estadual, no dia 4 de agosto do mesmo ano. “A saúde não pode esperar. Temos que continuar cobrando soluções para a saúde pública de Mato Grosso. Encaminhei mais um ofício ao secretário (de Saúde) Gilberto Figueiredo. Nós aprovamos, na Assembleia Legislativa, em 2021, essa nova Lei que substitui o antigo Feef, e nada foi feito pelo governo de Mato Grosso”, reclama Claudinei.
Pandemia – O repasse das verbas aos hospitais filantrópicos pelo FES poderá ser utilizado para a manutenção de custos hospitalares, aumento do número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), entre outros. Com o avanço de novos da Covid-19 e doenças gripais, o parlamentar avalia que esses recursos são essenciais para contribuir com as unidades de saúde.
“A pandemia de Covid-19 voltando forte, as instituições filantrópicas precisando de novos investimentos, de liberação de mais leitos de UTIs e, infelizmente, esses repasses se encontram novamente em atraso. Governador Mauro Mendes chega de politicagem e vamos fazer políticas públicas”, cobra o parlamentar.
Unidades – As unidades que deverão receber os recursos atrasados são o Hospital Geral de Cuiabá (21,9%), Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis (17,39%), Hospital Santa Helena de Cuiabá (17%), Hospital do Câncer de Mato Grosso (17,02%), Hospitais de Santo Antônio de Sinop e Dona Nilza de Cláudia (8,58%), Hospital São Luiz de Cáceres (1,69%), Hospital São Lucas de Lucas do Rio Verde (3,20%), Hospital Geral de Poconé (1,17%), Casa de Saúde Paulo de Tarso de Rondonópolis (1,80%), Hospital Evangélico de Mato Grosso em Vila Bela da Santíssima Trindade (1,14%), Hospital e Maternidade São João Batista em Poxoréu (1,47%), Instituto Lions da Visão em Cuiabá (6%), Hospital Vale do Guaporé em Pontes e Lacerda (1,75%).
POLÍTICA MT
Com família e aliados, Pivetta abre campanha em Lucas do Rio Verde
Ato inicia às 8h30, no lago do município, onde o governador já foi prefeito por três mandatos
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), realiza neste domingo (16), em Lucas do Rio Verde, o ato de abertura da sua campanha à reeleição.
O evento, agendado para ocorrer no Lago Ernane José Machado às 8h30, terá a presença de familiares e aliados políticos.
Conforme Pivetta, o município foi escolhido para ser o local do ato político por ter sido “onde tudo começou” na sua vida. Ele também citou que Lucas do Rio Verde é um exemplo nacional de desenvolvimento e reconstrução pública.
“Foi onde tudo começou na minha vida. Tive a honra de ser prefeito por três mandatos desta cidade, que é tão jovem por ter 38 anos de existência, e já é um exemplo nacional de prosperidade e fortalecimento público. É esse modelo de crescimento que queremos. MT não pode parar”, afirmou.
O governador também lembrou a situação de caos financeiro vivida pelo estado, em 2019, quando assumiu como vice-governador.
Além disso, destacou que seu plano de governo trata como prioridade evitar o retrocesso econômico e fortalecer a gestão pública de qualidade. Ele considerou que, se mal administrado, o estado pode sofrer grandes prejuízos em pouco tempo e, por isso, é importante avaliar o histórico dos candidatos.
“Em 2019, quando passei a integrar o núcleo da gestão de MT, encontrei um cenário de terra arrasada. Os servidores tinham salários atrasados, a infraestrutura era precária e havia muitas contas em aberto. Isso nunca mais pode acontecer. Enquanto tem candidatos que cogitam paralisar obras e que contam com apoio de membros da velha política, meu projeto é impulsionar cada vez mais as oportunidades e os projetos de desenvolvimento”, acrescentou.
O governador completou dizendo que, caso reeleito, seu projeto visa deixar em MT condições de vida melhores às próximas gerações.
“O novo gestor tem obrigação de fazer melhor do que o anterior. Isso eu garanto, porque tenho experiência para tornar MT o melhor estado para se viver. Um estado rico em oportunidades para as próximas gerações que, com as condições adequadas, manterão a prosperidade de Mato Grosso sempre crescente”, completou.
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