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GT de Proteção Animal debate impactos dos atropelamentos

O Grupo de Trabalho (GT) para proteção dos animais realizou na tarde desta sexta-feira (16), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) uma reunião voltada à discussão dos impactos dos acidentes de trânsito na fauna silvestre e doméstica. A iniciativa faz parte da Campanha Maio Amarelo, movimento nacional de conscientização sobre segurança no trânsito que destaca que a responsabilidade é de todos.

O presidente do GT, Nilson Portela Ferreira, apresentou um dado alarmante: cerca de 450 milhões de animais são atropelados anualmente nas rodovias brasileiras, segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE-UFLA). Isso representa um atropelamento a cada segundo.

“Os atropelamentos antecipam até mesmo a extinção dos animais”, alertou, destacando a drástica redução populacional de diversas espécies afetadas por acidentes rodoviários.

A médica veterinária Tatiana Soares, representante do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), pontuou três pilares essenciais para enfrentar o problema: conscientização, educação e responsabilização. Ela destacou o avanço na sensibilidade social em relação à causa animal e o papel fundamental do Legislativo na criação de leis de proteção.

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Tatiana também explicou que o Maio Laranja – campanha nacional realizada paralelamente ao Maio Amarelo – tem foco na proteção da fauna silvestre e doméstica, com ações para combater atropelamentos. “A iniciativa alerta para os impactos no ecossistema, reforça a responsabilidade dos tutores, a conscientização dos motoristas, a criação de passagens seguras e a importância das denúncias para embasar políticas públicas”, afirmou.

A veterinária orientou ainda sobre como agir ao presenciar o atropelamento de um animal: acionar a Delegacia de Meio Ambiente (DEMA); ligar para o 190, solicitando atendimento da Polícia Ambiental; em áreas sem batalhão ambiental, a Polícia Militar deve ser contatada para instruções; em rodovias ou zonas rurais, procurar o posto rodoviário mais próximo.

O Tenente Medeiros, do Batalhão Ambiental, reforçou que essas ações, além de poderem salvar vidas, ajudam a construir uma base de dados fundamental para a formulação de políticas públicas eficazes de proteção à fauna e prevenção de acidentes.

A presidente da Associação Tampatinha, Kelly Rondon, que atua em projetos voltados à causa animal e ambiental, elogiou o trabalho do GT e ressaltou sua importância na promoção de políticas públicas e mobilização social.

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“É muito significativo ver pessoas se organizando em torno de um tema tão relevante. Hoje, os animais são considerados membros da família. Ver cidadãos reunidos na Assembleia Legislativa, discutindo práticas e buscando soluções, é algo inspirador”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta anuncia conclusão dos primeiros trechos do BRT até junho e confirma modelo elétrico – Veja entrevista 

O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (11) que os dois primeiros trechos das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande deverão ser concluídos até o fim de junho. A declaração foi dada durante evento de entrega do programa Ganha Tempo, no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

Segundo Pivetta, o trecho inicial ligará o Aeroporto Marechal Rondon ao Hospital do Câncer, marcando o início da operação do novo modal de transporte coletivo que substituirá o antigo projeto do VLT.

Durante a fala, o governador também confirmou a definição do modelo dos veículos que irão operar no sistema. De acordo com ele, os ônibus serão híbridos/elétricos, descritos como um “cruzamento de bonde com ônibus elétrico”. As aquisições dos veículos, segundo o governo, já estão em andamento.

Pivetta afirmou ainda que o Estado irá criar uma equipe diária de supervisão para acompanhar a execução das obras e evitar novos atrasos no cronograma. A fiscalização será formada por três secretários-adjuntos responsáveis pelo monitoramento contínuo dos trabalhos.

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O projeto do BRT foi adotado pelo governo estadual após o cancelamento definitivo do VLT, obra que ficou paralisada por anos e se tornou alvo de disputas judiciais, críticas políticas e sucessivos entraves administrativos.

A expectativa do governo é que, após a conclusão dos primeiros trechos, os demais ramais avancem gradativamente, incluindo o corredor da Avenida Fernando Corrêa.

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