CORRIDA AO PAIAGUÁS
GRUPO DE JAYME CAMPOS DIZ QUE CRESCIMENTO DO SENADOR “ASSUSTA” PALÁCIO PAIAGUÁS
Aliados afirmam que pré-candidatura cresce nas ruas enquanto grupo governista aposta em pesquisas e articulações de gabinete
O núcleo duro do senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a reagiu duramente contra as pesquisas divulgadas recentemente sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso e afirmou que o crescimento político do parlamentar estaria provocando preocupação dentro do Palácio Paiaguás.
Segundo interlocutores ligados ao senador, o diferencial da pré-candidatura de Jayme Campos está justamente no contato direto com a população e na presença constante nos municípios do Estado.
“Nosso grupo não fica dentro de gabinete dando ordem. Nosso grupo vai para a rua fazer campanha”, afirmou um aliado próximo ao senador.
Ainda conforme integrantes da articulação política, Jayme Campos mantém uma atuação considerada mais próxima do eleitorado, participando diretamente das mobilizações políticas e conversando com moradores em diferentes regiões de Mato Grosso.
“Jayme Campos coloca adesivo em carro, cumprimenta as pessoas e olha no olho da população. Não fica em conversinha de gabinete”, declarou outro integrante do núcleo político do senador.
Nos bastidores, aliados avaliam que essa postura tem impulsionado o crescimento do parlamentar nas pesquisas internas realizadas pela equipe de pré-campanha.
O grupo também voltou a questionar os números divulgados por levantamentos recentes ligados, segundo eles, ao núcleo político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
De acordo com os interlocutores, pesquisas anteriores teriam colocado Jayme Campos com índices considerados abaixo da realidade eleitoral observada nas ruas. Eles citam, por exemplo, a pesquisa Veritá, na qual o senador apareceu com apenas 6% das intenções de voto, o que chega a ser ridiculo.
Agora, segundo os aliados, a nova pesquisa MT Dados voltou a posicionar Jayme Campos em terceiro lugar, com cerca de 14%, resultado que, na avaliação do grupo, não corresponde ao cenário detectado pelas pesquisas internas da pré-campanha.
Para o núcleo duro do senador, a divulgação sucessiva de levantamentos favoráveis ao grupo governista demonstra preocupação diante da dificuldade de crescimento de Otaviano Pivetta, mesmo com a estrutura do governo estadual.
“Por isso Jayme Campos é hoje o candidato que mais cresce nas pesquisas. O povo quer alguém presente, que esteja na rua e próximo da população”, afirmou um dos articuladores da pré-campanha.
Apesar da disputa intensa nos bastidores, aliados do senador acreditam que o cenário eleitoral ainda está longe de uma definição e que o início oficial da campanha poderá provocar mudanças significativas na corrida pelo Palácio Paiaguás.
POLÍTICA MT
Depois da polêmica envolvendo o SAMU, Pivetta envia outra mensagem polêmica à Assembleia com proposta de extinguir Ouvidoria; deputado Dr. João é contra medida
Conselho Nacional de Ouvidorias das Defensorias Públicas divulga nota de repúdio; Controle Social de Mato Grosso divulga carta aberta contra proposta do Governo
A proposta encaminhada pelo governador em exercício Otaviano Pivetta à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prevendo mudanças na estrutura do Conselho Estadual de Saúde e a extinção da Ouvidoria independente do SUS, provocou forte reação política, institucional e de entidades ligadas ao controle social da saúde pública.
A medida prevê a unificação da atual Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Segundo críticos da proposta, o canal deixaria de atuar de forma autônoma e passaria a ficar subordinado à própria Pasta responsável pelas reclamações dos usuários do Sistema Único de Saúde.
Além da reação na Assembleia Legislativa, o Conselho Nacional de Ouvidorias das Defensorias Públicas do Brasil (CNODP) divulgou nota pública em defesa da manutenção da Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso e classificou a proposta como um “grave enfraquecimento do controle social”.
Na nota, o CNODP afirma que a medida representa “significativo retrocesso democrático e institucional”, além de reduzir instrumentos de transparência, fiscalização social e participação popular dentro do SUS.
O documento ressalta ainda que a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde possui natureza independente e não pode ser confundida com ouvidorias administrativas vinculadas diretamente ao Poder Executivo.
“A Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde atua de forma independente, garantindo que a voz da sociedade civil, dos usuários do SUS e dos movimentos sociais alcance os espaços de fiscalização, deliberação e controle social”, destaca trecho da manifestação.
Paralelamente, integrantes do Controle Social da Saúde em Mato Grosso divulgaram uma “Carta Aberta à Sociedade Mato-Grossense e à Assembleia Legislativa”, repudiando a proposta do Governo e classificando a medida como tentativa de silenciar mecanismos independentes de fiscalização da saúde pública.
No documento, os representantes afirmam que a justificativa do Governo sobre “duplicidade” entre a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde e a Ouvidoria da Secretaria de Saúde não procede.
“Isso não é duplicidade; é independência. A Ouvidoria da SES é um órgão do próprio Executivo, criado para o autocontrole. A Ouvidoria do CES-MT, por sua vez, é a ferramenta soberana do Controle Social”, diz trecho da carta.
Os signatários argumentam ainda que a extinção da Ouvidoria representa um “retrocesso democrático inaceitável” e alertam para o risco de enfraquecimento das denúncias envolvendo contratos, falta de medicamentos e negligência hospitalar.
Outro ponto destacado na carta aberta é que a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde funciona como ponte entre a população e órgãos de fiscalização, como Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
“Cortar essa ponte é blindar o Governo da fiscalização da sociedade”, afirma o documento.
Os representantes do controle social também sustentam que a proposta coloca Mato Grosso na contramão da política nacional do SUS, citando que o Conselho Nacional de Saúde aprovou recentemente diretrizes nacionais fortalecendo as ouvidorias como instrumentos fundamentais de participação popular.
A carta ainda faz um apelo direto aos deputados estaduais para que rejeitem a proposta encaminhada pelo Executivo.
“A saúde de Mato Grosso não tem preço, e a voz da nossa sociedade não pode ser silenciada nem terceirizada”, conclui o documento.
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dr. João (MDB) também criticou duramente a proposta enviada pelo Governo e afirmou que a mudança pode prejudicar diretamente pacientes que dependem do SUS, especialmente aqueles que necessitam de medicamentos de alto custo, cirurgias e tratamentos especializados.
“Eu sou totalmente contra esse projeto do Governo. Acho que o Conselho Estadual de Saúde e a Ouvidoria têm que caminhar juntos. É uma defesa do cidadão, uma maneira do cidadão se defender e buscar uma melhor qualidade no atendimento”, declarou.
Segundo o parlamentar, atualmente a Ouvidoria funciona como importante instrumento para formalização de denúncias, reclamações e produção de documentos utilizados inclusive em ações judiciais contra o Estado.
“Se você tirar a Ouvidoria de onde ela está hoje, só piora. Você perde um canal de denúncia que depois pode até ser judicializado”, pontuou.
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