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Estão abertas as inscrições para cursos presenciais da Escola do Legislativo


Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Estão abertas as inscrições para cursos presenciais ofertados pela Escola do Legislativo. A modalidade presencial havia sido suspensa devido à pandemia da covid-19 e será retomada após avanço na vacinação e reabertura da Assembleia Legislativa ao público externo.

Os cursos com inscrições abertas são: redação oficial, acordo ortográfico, inglês para viagem, espanhol para viagem, espanhol para curiosos e inglês para motoristas de aplicativo, sendo este ofertado pela primeira vez nessa modalidade.

“A ideia é capacitar os motoristas de aplicativo ou taxistas para atenderem o público que vem em viagem para Mato Grosso. Essas pessoas acabam utilizando os aplicativos de transporte e muitas vezes a falta de conhecimento da língua inglesa é um problema para a comunicação, então o curso vem para atender essa demanda”, explica o responsável pela gestão de matrículas, Laerte Vieira de Souza.

Aqueles que tiverem interesse devem se inscrever pelo site da ALMT, clicando no menu “Institucional” – “Escola do Legislativo” -“Cursos Presenciais” ou direto neste linkaté o dia 4 de abril, quando serão iniciadas as aulas. Todos os cursos têm duração de um mês e, ao final, os alunos receberão certificados.

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Segundo Laerte, os cursos são abertos a todos, no entanto as turmas serão reduzidas. “Embora já tenha havido um avanço na vacinação e até mesmo a liberação da obrigatoriedade de uso de máscaras em locais fechados, nós ainda temos uma preocupação com a proximidade das pessoas dentro da sala de aula. Cada turma terá o total de 40 vagas”, informa.

Além dos presenciais, a Escola do Legislativo também oferta cursos na modalidade de Ensino à Distância (EAD). Atualmente estão disponíveis as seguintes opções no site da ALMT: introdução à programação neurolinguística, aprenda word, redação oficial, informática para iniciantes, espanhol para viagem, inglês para viagem, língua portuguesa e um guia para artigos definidos e indefinidos. 

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3313-6930.

Fonte: ALMT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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