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Espetáculo da Orquestra CirandaMundo faz homenagem aos 305 anos de Cuiabá

O Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros vai ser palco de uma homenagem pelos 305 anos de Cuiabá, no próximo dia 7 abril, com o espetáculo “O Coreto de Mestre Albertino”, um concerto da Série Araguaia, da Orquestra CirandaMundo. A apresentação, que começa às 20h, integra as comemorações do aniversário da capital mato-grossense, celebrado em 8 de abril. 

 “O Coreto de Mestre Albertino” é um resgate de parte da obra de José Albertino da Silva, compositor cuiabano e entusiasta da música regional, que ficou popularmente conhecido como Mestre Albertino. O espetáculo apresentará novos arranjos de suas composições, incluindo rasqueados, valsas e dobrados, interpretados por uma formação específica da Orquestra CirandaMundo, apenas com sopros e percussão, ao estilo das tradicionais bandas marciais.

Idealizador do projeto e presidente do Instituto Ciranda, Murilo Alves explica que esse trabalho de resgate foi realizado em parceria com uma das filhas de Mestre Albertino, que disponibilizou partituras, anotações e outros materiais do compositor. “São obras que estavam se perdendo na história, então além de prestar essa homenagem, a ideia é incentivar para que as músicas do Mestre Albertino voltem a ser tocadas, especialmente nesse contexto das bandas”, resume Alves.

Mestre Albertino nasceu no ano de 1906, em Cuiabá. Já na adolescência, ingressou na Força Pública do Estado de Mato Grosso (Polícia Militar), onde aprendeu a tocar bombardino e trombone. Na carreira militar, além de atuar como instrumentista, ajudou a formar bandas e fanfarras, contribuindo para a formação de jovens músicos mato-grossenses. Falecido no ano de 1995, deixou um vasto repertório, composto de valsas, choros, sambas, polcas e o tradicional rasqueado cuiabano.

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Na avaliação de Luiz Ipolito, regente responsável pela condução desse concerto, Mestre Albertino foi um grande ícone da música cuiabana, deixando um importante legado, que abrange diversos estilos musicais. “Sua habilidade em escrever e organizar arranjos marcou época, influenciando várias gerações. Além de sua contribuição musical, Albertino dedicou-se ao ensino em diversas instituições, formando bandas e fanfarras e deixando um impacto duradouro no cenário musical de Mato Grosso”, analisa.

Durante a apresentação, o público poderá conhecer um pouco mais sobre a história, a vida e outras curiosidades desse grande expoente da música cuiabana. O ator Sandro Lucose será o responsável por trazer memórias e informações, que vão enriquecer ainda mais essa experiência sonora, em homenagem a Cuiabá e ao saudoso Mestre Albertino.

O concerto especial em homenagem aos 305 anos de Cuiabá é uma apresentação da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel). Os ingressos custam R$ 2,00 mais um brinquedo, novo ou usado (em bom estado de conservação), e podem ser retirados na Casa de Bembem, sede do Instituto Ciranda, na Rua Barão de Melgaço, nº 3963.

Cultura e cidadania – O Instituto Ciranda – Música e Cidadania se dedica a fomentar ações nas áreas da educação e cultura, utilizando a música como ferramenta de cidadania e transformação. São duas décadas de atuação e mais de 800 alunos, atendidos nos polos do Instituto Ciranda das cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Rondonópolis, Poconé e Sonora (MS). Somente na capital Cuiabá, são cerca de 400 alunos, que têm aulas de diversos instrumentos no Centro Histórico da cidade, na emblemática Casa de Bembem.

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Parceiros – Para manter todos os programas e atividades, em Cuiabá e nos demais polos mencionados, o Instituto Ciranda conta com importantes parcerias. A empresa Bom Futuro, Energisa, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a Prefeitura Municipal de Sonora, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e o Instituto Sicoob são alguns destes parceiros.

Acessibilidade – Os concertos do Instituto Ciranda dispõem de acessibilidade para pessoas com deficiência (audiodescrição e intérprete de libras).

Serviço:

Orquestra CirandaMundo apresenta “O Coreto de Mestre Albertino”

Quando: 07/04

Onde: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Horário: 20h00

Valor: R$ 2,00 + um brinquedo

Ponto de troca dos ingressos: Sede do Instituto Ciranda – Casa de Bembem, Rua Barão de Melgaço, número 3963, Centro Norte, Cuiabá

Com informações da assessoria do Instituto Ciranda


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública

A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.

Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.

Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.

O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.

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Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.

“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.

Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.

Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”

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A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.

Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.

Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.

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