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Edna Sampaio propõe políticas para órfãos do feminicídio e mulheres no mercado de trabalho

A deputada Edna Sampaio (PT) apresentou, nesta quarta-feira (8), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), projeto de lei de sua autoria que visa instituir o pagamento de uma pensão no valor de um salário mínimo para filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio. A proposta segue tramitação e será analisada pelas comissões da Casa.

Segundo a parlamentar, a proposta defendida prevê o pagamento mensal será destinado a crianças e adolescentes de até 18 anos, ou até os 21 anos, desde que o beneficiário comprove estar regularmente matriculado em instituição de ensino.

“O feminicídio é um crime anunciado e, portanto, evitável. É justo que o poder público de um estado rico como Mato Grosso, de algum modo, indenize essas famílias cujas mulheres foram assassinadas por seus parceiros ou ex-parceiros”, disse a deputada Edna Sampaio.

O projeto estabelece ainda que, para receber a indenização, é necessário comprovar o vínculo de filiação ou dependência com a vítima, comprovar o feminicídio por meio de inquérito, denúncia ou decisão judicial e estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O caráter reparatório exige que o benefício seja universal, independente da renda.

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Dados do feminicídio – Em 2024, o Brasil registrou 1.459 casos de feminicídio, o que representa uma média de aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero. Naquele ano, a Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa nacional, com 1,87 casos por 100 mil mulheres, número superior à média do país. Em Mato Grosso, foram 47 casos de feminicídio, sendo que 41 das vítimas eram mães, deixando 89 filhos órfãos.

Em 2025, até setembro, o estado já registrou 41 feminicídios, de acordo com dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT).

Assédio no ambiente corporativo – Outro projeto de lei apresentado pela parlamentar cria mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência de gênero no espaço corporativo e institui o selo Empresa Amiga das Mulheres.

A iniciativa estabelece a concessão do selo às empresas que comprovarem a adoção de medidas de valorização, proteção e inclusão de mulheres, tais como a implementação de políticas internas de prevenção e combate ao assédio e à discriminação de gênero e a execução de ações afirmativas que ampliem a presença de mulheres em cargos de chefia, liderança e conselho.

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Um dos benefícios propostos pelo documento é que o Poder Executivo implemente incentivos fiscais e conceda pontuação extra em licitações e editais de concorrência pública estaduais para empresas que possuam o Selo Empresa Amiga das Mulheres.

Para a certificação das empresas, o documento estabelece que o processo seja realizado por meio de edital público.

Para reforçar a importância da iniciativa, no texto, a parlamentar menciona o conhecido caso da jornalista Márcia Apache, de Cáceres, que relata vários episódios de assédio e violência sofridos em seus ambientes de trabalho.

“Uma forma de coibir a violência contra as mulheres pode ser premiar as empresas que adotam boas práticas nesse sentido, reconhecendo-as e outorgando-lhes um selo para que elas possam continuar e aperfeiçoar essas práticas”, afirmou Edna Sampaio.

Fonte: ALMT – MT

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Vídeo apócrifo que circula na rede contrapõe discurso de Natasha e aproximação com Emanuel Pinheiro 

Material que circula em grupos de WhatsApp confronta declaração em que candidata afirma que não “passaria a mão” em ninguém com imagens de aproximação e pedido de apoio ao ex-prefeito de Cuiabá

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp passou a ser utilizado no embate eleitoral em Mato Grosso ao confrontar declarações e imagens da candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD) sobre sua relação política com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, seu correligionário.

O material, em formato de montagem, recupera inicialmente uma entrevista na qual Natasha defende uma postura de independência e afirma que não iria “passar a mão” em ninguém. A fala é apresentada pelos responsáveis pelo vídeo como uma referência à relação da candidata com Emanuel e como demonstração de um discurso de renovação política.

Na sequência, a montagem apresenta outro momento, no qual Natasha aparece próxima e abraçada com Emanuel Pinheiro. No registro, a candidata demonstra cordialidade e pede o apoio do ex-prefeito, afirmando: “conto com você, conto com o seu apoio”.

É justamente a contraposição entre os dois episódios que sustenta a mensagem do vídeo.

Quem compartilha o material procura questionar o discurso de renovação apresentado pela candidata, argumentando que, apesar de buscar representar uma alternativa às forças políticas tradicionais, Natasha mantém proximidade com Emanuel, que administrou Cuiabá por dois mandatos e pertence ao mesmo partido da candidata.

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A montagem tenta, dessa forma, estabelecer uma contradição entre o discurso de independência adotado por Natasha e a busca pelo apoio político do ex-prefeito.

O vídeo, no entanto, deve ser analisado dentro do contexto da disputa eleitoral. A edição reúne momentos distintos para defender determinada interpretação política. As imagens comprovam a existência do encontro e da manifestação de apoio registrada, mas, por si só, não permitem concluir a existência de qualquer acordo além da aproximação política exibida.

Além disso, Natasha e Emanuel são filiados ao PSD, o que naturalmente coloca ambos dentro de uma mesma estrutura partidária e torna possíveis encontros e articulações durante a campanha.

Ainda assim, o episódio abre espaço para um questionamento que deverá ser explorado pelos adversários: até que ponto Natasha conseguirá sustentar uma candidatura identificada com o “novo” enquanto divide espaço político e busca apoio de lideranças que já ocuparam posições de destaque no cenário estadual e municipal.

Com a campanha avançando, vídeos como esse mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso não ficará restrita aos palanques. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, declarações, encontros e imagens dos candidatos passam a ser recuperados, editados e confrontados, transformando-se em instrumentos da guerra de narrativas da eleição de 2026.

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