POLÍTICA MT
Dr. João solicita instalação Delegacia de Defesa da Mulher em Santo Antônio de Leverger
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Dr. João (MDB), apresentou nesta quarta-feira (4) uma Indicação ao governo do estado solicitando a instalação urgente de uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Santo Antônio de Leverger. A proposta visa garantir proteção, acolhimento e acesso à Justiça para mulheres vítimas de violência.
“Não podemos permitir que as mulheres de Santo Antônio de Leverger continuem sem um espaço especializado para denunciar e buscar proteção. Essa delegacia é uma questão de dignidade e segurança”, declarou.
Santo Antônio de Leverger, com mais de 17 mil habitantes, registra diversos casos de violência doméstica, abusos e violações de direitos das mulheres, mas não conta com uma unidade da Polícia Civil dedicada a essas demandas. As vítimas são obrigadas a se deslocar para Várzea Grande ou Cuiabá para registrar boletins de ocorrência ou solicitar medidas protetivas, enfrentando dificuldades logísticas, riscos adicionais e revitimizações.
“Esse deslocamento é uma barreira inaceitável. Uma DDM no município trará atendimento humanizado, agilidade nas medidas protetivas e apoio integrado à rede de proteção social”, destacou o deputado.
A Indicação está fundamentada na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que determina a criação de serviços especializados para combater a violência contra a mulher, e na Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, que recomenda a interiorização de equipamentos como delegacias especializadas.
A implantação da unidade possibilitará atendimento por equipes capacitadas, redução da subnotificação de casos, fortalecimento da rede municipal de apoio (CREAS, CRAS, Saúde e Educação) e maior celeridade na abertura de inquéritos.
O parlamentar, reforçou a importância da medida para promover equidade de gênero e segurança pública. “Queremos combater a impunidade e garantir que as mulheres tenham um espaço seguro para buscar justiça. A violência contra a mulher é uma chaga que precisa ser enfrentada com ações concretas. Uma delegacia especializada é um passo essencial para proteger as cidadãs de Santo Antônio e região”, disse.
A indicação também busca articular esforços entre o governo estadual, a Secretaria de Segurança Pública e a Câmara Municipal, mobilizando apoio local para viabilizar o projeto.
“Estamos atendendo um clamor da população e cumprindo nosso dever de garantir direitos fundamentais. Espero que o governador, que possui muita sensibilidade com este tema, assim como a primeira-dama Vírginia Mendes e o secretário acolham essa demanda com a urgência que ela merece”, concluiu o deputado.
A proposição foi encaminhada ao governador Mauro Mendes (União), com cópias ao secretário de Segurança Pública, César Augusto Roveri, e aos vereadores de Santo Antônio de Leverger.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio
Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores
Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.
Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.
As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.
“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.
Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.
“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.
A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.
Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.
Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.
O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.
A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.
*Do combate à prevenção*
As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.
A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.
Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.
“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.
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