POLÍTICA MT
Deputados suplentes assumem vagas de titulares licenciados da ALMT
O suplente de deputado e vereador de Lucas do Rio Verde, Wlad Mesquita (Republicanos), assume temporariamente uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ele ocupa a vaga deixada pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos), que se licenciou por 121 dias para tratar de assuntos pessoais. Mesquita prestou o compromisso de posse na Presidência da Casa de Leis, na manhã desta quinta-feira (15).
Durante a cerimônia, o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, destacou importância de abrir espaço para os suplentes atuarem. “O Parlamento é um lugar democrático, onde todos participam. Uma das provas disso é o espaço concedido aos suplentes, de virem contribuir com discussões e na elaboração de propostas”, afirmou. “Quanto mais representatividade, mais há benefícios para a população”.
Wlad Mesquita é investigador da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e está no primeiro mandato de vereador no município de Lucas do Rio Verde. A vaga de 1º suplente, Mesquita conquistou na Com 14.985 votos recebidos na última eleição estadual.
Conhecido por sua atuação em causas relacionadas à segurança pública e defesa dos animais, o parlamentar afirma que pretende aproveitar a oportunidade para discutir os temas em âmbito estadual. “Sou policial civil e pretendo defender a bandeira da segurança pública, e discutir de forma mais próxima ao governador Mauro Mendes as propostas que ampliam as melhorias numa área tão demandada pela população mato-grossense”, adiantou.
Além dele, o deputado Silvano Amaral (MDB) retornou temporariamente substituindo a deputada Janaina Riva (MDB), também licenciada para tratar de assuntos pessoais. Amaral já ocupou uma cadeira como titular no Parlamento, na 18ª Legislatura, e como suplente nas duas últimas legislaturas.
A deputada Riva destacou a importância do revezamento entre os parlamentares. “Muitas pessoas não sabem, mas para eleger um deputado é preciso uma cota de votos que muitas vezes um deputado é incapaz de atingir sozinho, precisa de mais candidatos para viabilizar um deputado eleito. Então o suplente contribui para o mandato do eleito e tem que ter espaço para vir aqui representar a sua região”, defendeu.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Depois da polêmica envolvendo o SAMU, Pivetta envia outra mensagem polêmica à Assembleia com proposta de extinguir Ouvidoria; deputado Dr. João é contra medida
Conselho Nacional de Ouvidorias das Defensorias Públicas divulga nota de repúdio; Controle Social de Mato Grosso divulga carta aberta contra proposta do Governo
A proposta encaminhada pelo governador em exercício Otaviano Pivetta à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prevendo mudanças na estrutura do Conselho Estadual de Saúde e a extinção da Ouvidoria independente do SUS, provocou forte reação política, institucional e de entidades ligadas ao controle social da saúde pública.
A medida prevê a unificação da atual Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Segundo críticos da proposta, o canal deixaria de atuar de forma autônoma e passaria a ficar subordinado à própria Pasta responsável pelas reclamações dos usuários do Sistema Único de Saúde.
Além da reação na Assembleia Legislativa, o Conselho Nacional de Ouvidorias das Defensorias Públicas do Brasil (CNODP) divulgou nota pública em defesa da manutenção da Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso e classificou a proposta como um “grave enfraquecimento do controle social”.
Na nota, o CNODP afirma que a medida representa “significativo retrocesso democrático e institucional”, além de reduzir instrumentos de transparência, fiscalização social e participação popular dentro do SUS.
O documento ressalta ainda que a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde possui natureza independente e não pode ser confundida com ouvidorias administrativas vinculadas diretamente ao Poder Executivo.
“A Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde atua de forma independente, garantindo que a voz da sociedade civil, dos usuários do SUS e dos movimentos sociais alcance os espaços de fiscalização, deliberação e controle social”, destaca trecho da manifestação.
Paralelamente, integrantes do Controle Social da Saúde em Mato Grosso divulgaram uma “Carta Aberta à Sociedade Mato-Grossense e à Assembleia Legislativa”, repudiando a proposta do Governo e classificando a medida como tentativa de silenciar mecanismos independentes de fiscalização da saúde pública.
No documento, os representantes afirmam que a justificativa do Governo sobre “duplicidade” entre a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde e a Ouvidoria da Secretaria de Saúde não procede.
“Isso não é duplicidade; é independência. A Ouvidoria da SES é um órgão do próprio Executivo, criado para o autocontrole. A Ouvidoria do CES-MT, por sua vez, é a ferramenta soberana do Controle Social”, diz trecho da carta.
Os signatários argumentam ainda que a extinção da Ouvidoria representa um “retrocesso democrático inaceitável” e alertam para o risco de enfraquecimento das denúncias envolvendo contratos, falta de medicamentos e negligência hospitalar.
Outro ponto destacado na carta aberta é que a Ouvidoria do Conselho Estadual de Saúde funciona como ponte entre a população e órgãos de fiscalização, como Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
“Cortar essa ponte é blindar o Governo da fiscalização da sociedade”, afirma o documento.
Os representantes do controle social também sustentam que a proposta coloca Mato Grosso na contramão da política nacional do SUS, citando que o Conselho Nacional de Saúde aprovou recentemente diretrizes nacionais fortalecendo as ouvidorias como instrumentos fundamentais de participação popular.
A carta ainda faz um apelo direto aos deputados estaduais para que rejeitem a proposta encaminhada pelo Executivo.
“A saúde de Mato Grosso não tem preço, e a voz da nossa sociedade não pode ser silenciada nem terceirizada”, conclui o documento.
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dr. João (MDB) também criticou duramente a proposta enviada pelo Governo e afirmou que a mudança pode prejudicar diretamente pacientes que dependem do SUS, especialmente aqueles que necessitam de medicamentos de alto custo, cirurgias e tratamentos especializados.
“Eu sou totalmente contra esse projeto do Governo. Acho que o Conselho Estadual de Saúde e a Ouvidoria têm que caminhar juntos. É uma defesa do cidadão, uma maneira do cidadão se defender e buscar uma melhor qualidade no atendimento”, declarou.
Segundo o parlamentar, atualmente a Ouvidoria funciona como importante instrumento para formalização de denúncias, reclamações e produção de documentos utilizados inclusive em ações judiciais contra o Estado.
“Se você tirar a Ouvidoria de onde ela está hoje, só piora. Você perde um canal de denúncia que depois pode até ser judicializado”, pontuou.
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