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Deputados aprovam PEC que define regras para nomeação de conselheiros no TCE

A PEC mantém a quantidade de três vagas indicadas pelo Executivo, mas com a restrição de que duas delas saiam de órgãos vinculados ao tribunal. Acontece que até agora, o Executivo sempre escolheu por definição própria as suas vagas

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Em sessão ordinária nesta quarta-feira (6), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram em primeira votação o Projeto de Emenda Constitucional 01/2022, que altera o parágrafo 2º, inciso I, do artigo 49 da Constituição Estadual de Mato Grosso, que trata da nomeação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A PEC 01/2022, de autoria de lideranças partidárias, foi aprovada com 18 votos favoráveis, três abstenções e três ausências.

Com a mudança, o parágrafo segundo do artigo 49 passa a vigorar com a seguinte redação: “os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, serão escolhidos: I – três pelo governador do estado, com a aprovação da Assembleia Legislativa, sendo dois indicados em lista tríplice pelo Tribunal de Contas, alternadamente, primeiro entre procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal, segundo entre auditores substitutos de conselheiro, conforme critérios de antiguidade e merecimento, e um terceiro de livre escolha”.

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A PEC mantém a quantidade de três vagas indicadas pelo Executivo, mas com a restrição de que duas delas saiam de órgãos vinculados ao tribunal. Acontece que até agora, o Executivo sempre escolheu por definição própria as suas vagas.

Em justificativa, as lideranças partidárias argumentam que no âmbito do Tribunal de Contas de Mato Grosso, observa-se que já foi alcançada a proporção constitucional em relação à quantidade de vagas destinadas a cada poder, uma vez que possui quatro membros escolhidos pela Assembleia Legislativa e três membros indicados pelo governador do estado. “Ocorre que os três conselheiros designados pelo Poder Executivo foram escolhidos pelo critério da livre escolha do governador, uma vez que, à época das indicações, não existiam nos quadros da Corte de Contas os cargos de procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e de auditor substituto de conselheiro”. Ambas as carreiras foram inseridas simultaneamente no quadro do TCE em 2007, o qual a passou a contar com quatro cargos de procurador de contas e três cargos de auditor, sendo o concurso público para provimento das vagas realizado em 2008, vindo os aprovados a tomar posse simultaneamente no dia 28 de janeiro de 2009.

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“É importante registrar que há um adiamento de mais de 32 anos na concretização do modelo constitucional no que tange à proporção exigida para preenchimento das cadeiras de conselheiros, em razão da ausência de indicação de membros do MP junto ao TCE, até os dias que atuais”, diz a justificativa.

Conforme as lideranças, “é necessário regulamentar-se o processo de escolha e provimento de cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso – TCE/MT, estabelecendo-se, na quota de escolha do chefe do Poder Executivo estadual, a prioridade na seleção de membro do MP junto ao Tribunal, seguido de auditor e, em terceiro, um de livre escolha, em respeito ao princípio federativo que garante constitucionalmente e de forma fundamental para o país, a autonomia de Estados-membros”, citam as lideranças em justificativa à matéria.

O cargo de conselheiro de contas é vitalício. As vagas são abertas por aposentadoria, desistência ou morte dos titulares. O Pleno do TCE-MT é composto por sete cadeiras, sendo três indicações do Executivo e quatro da Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT

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Vídeo apócrifo que circula na rede contrapõe discurso de Natasha e aproximação com Emanuel Pinheiro 

Material que circula em grupos de WhatsApp confronta declaração em que candidata afirma que não “passaria a mão” em ninguém com imagens de aproximação e pedido de apoio ao ex-prefeito de Cuiabá

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp passou a ser utilizado no embate eleitoral em Mato Grosso ao confrontar declarações e imagens da candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD) sobre sua relação política com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, seu correligionário.

O material, em formato de montagem, recupera inicialmente uma entrevista na qual Natasha defende uma postura de independência e afirma que não iria “passar a mão” em ninguém. A fala é apresentada pelos responsáveis pelo vídeo como uma referência à relação da candidata com Emanuel e como demonstração de um discurso de renovação política.

Na sequência, a montagem apresenta outro momento, no qual Natasha aparece próxima e abraçada com Emanuel Pinheiro. No registro, a candidata demonstra cordialidade e pede o apoio do ex-prefeito, afirmando: “conto com você, conto com o seu apoio”.

É justamente a contraposição entre os dois episódios que sustenta a mensagem do vídeo.

Quem compartilha o material procura questionar o discurso de renovação apresentado pela candidata, argumentando que, apesar de buscar representar uma alternativa às forças políticas tradicionais, Natasha mantém proximidade com Emanuel, que administrou Cuiabá por dois mandatos e pertence ao mesmo partido da candidata.

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A montagem tenta, dessa forma, estabelecer uma contradição entre o discurso de independência adotado por Natasha e a busca pelo apoio político do ex-prefeito.

O vídeo, no entanto, deve ser analisado dentro do contexto da disputa eleitoral. A edição reúne momentos distintos para defender determinada interpretação política. As imagens comprovam a existência do encontro e da manifestação de apoio registrada, mas, por si só, não permitem concluir a existência de qualquer acordo além da aproximação política exibida.

Além disso, Natasha e Emanuel são filiados ao PSD, o que naturalmente coloca ambos dentro de uma mesma estrutura partidária e torna possíveis encontros e articulações durante a campanha.

Ainda assim, o episódio abre espaço para um questionamento que deverá ser explorado pelos adversários: até que ponto Natasha conseguirá sustentar uma candidatura identificada com o “novo” enquanto divide espaço político e busca apoio de lideranças que já ocuparam posições de destaque no cenário estadual e municipal.

Com a campanha avançando, vídeos como esse mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso não ficará restrita aos palanques. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, declarações, encontros e imagens dos candidatos passam a ser recuperados, editados e confrontados, transformando-se em instrumentos da guerra de narrativas da eleição de 2026.

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Veja o video 

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